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sábado, 25 de maio de 2019

Em conexão com as águas - o sagrado feminino

Dedico esse desenho a Ramy Arany​ que direciona na conexão com o feminino e com as  águas a sermos nessa conexão propiciando imagens maravilhosas. Para mulheres que desejam se desenvolver indico Ramy Arany no Instituto KVT. 


terça-feira, 14 de maio de 2019

Poema acaso algum dia leias

quisera findar a distância
aproximar o sol das retinas
escutar o som da poesia
pudera alimentar
uma senda de encantos
dar continuidade ao amor
um amor capaz de ser
sem explicação, sem lamentos
sem palavras, apenas poesia
pudera ficar na intimidade do beijo
que estala no corpo e acende desejos
pudera ser amor e a poesia pulsava




sexta-feira, 27 de julho de 2018

segunda-feira, 23 de julho de 2018

E chega de tristeza meu amor

derramo tudo que fui
e entrego o que me tornei
amores que não me amaram
saudades que não sentiram
prantos que não derramei
agora me escorrem na face
não fui quem pudera
não sou quem calei
e sabe-se lá até quando
esse pranto será meu canto
a dançar nos entretantos
entre os tantos versos que silenciei
abre alas novo ciclo
sol ao nascer no horizonte
e chega de tristeza meu amor
beijo o instante 
com os lábios nús
e chega de tristeza meu amor

sexta-feira, 20 de julho de 2018

ando com os olhos cheios de mares


ando com os olhos cheios de mares
as trevas no peito, os espinhos no chão
as loucuras adiadas para a verdade
que sabe lá quando baterá na minha porta
ando no caos de quase sempre
sim quase sempre que sem notar andei sob as tempestades
anestesiada de tudo, da dor sem palavra
da chuva sem gotas,  do silêncio sem escuta
ando devagar quase parando mas sem parar
só para dizer que já não me é suportável resistir
as sombras me cobrem 
e daqui a pouco só serei escuridão
sem uma gota de luz
estarei imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
e daqui a pouco só serei escuridão


*

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Poema de profundo cansaço

abri a porta 
deixei entrarem os pássaros 
aqueles que quiseram entrar 
alguns fizeram carnificina, 
outros lançaram seus cantos
entretanto cansei!
estou velha para pássaros
é a minha vez de voar
apesar do cansaço
vou voar
não me impeçam 
não tenho asas
talvez caia
talvez morra
talvez nasça outra vez
em outro corpo
com asas
quem sabe
e então voar
cair e cantar
percorrer o céu 
sem rastejar
e ser este meu pássaro preferido
o Urubu
limpar a cidade de toda carcaça
feio, fedido e nojento para a maioria
mas essencialmente transcendental


*imagem google