Música!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Poema Trash de Carnaval





Depois de mil botoxs
trocentos silicones,
cremes anti vida.
Petróleo na face!
Foi ser cadáver em algum corpo
pegou o copo e enfiou
goela abaixo.
Desfilou no carnaval
pegou trocentos marmanjos
na rua,
deu muitos sorrisos de graça 
mas nenhum que fosse 
verdadeiro!
Fez carniça de todos
comeu o prato frio
da ausência do amor.
Deitou e no dia seguinte
já não lembrava seu nome.
Foi a miss bunda premiada
do carnaval!
Foi dar de novo.
E de novo.
E de novo.
Até que um dia já não aguentava mais
se deu um tiro na testa.
Acreditava que ia mudar de vida,
mas foi dar a bunda no inferno.
Dava pra todo mundo no automático.
Passou por muito sofrimento
até aprender a dizer CHEGA!
Foi então que aprendeu a ser gente.
Não bunda! 


*

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Poema sobre esse silêncio

esse silêncio
nobre silêncio, pobre silêncio
um dia a gente aprende a escutá-lo
sem tanta dor
sem cio e sem flor
só com amor
essa ternura em flor
a despetalar
sem nem mesmo resistir
assim será
só silêncio
apenas silêncio
sem fantasmas a nos espreitar
sem torturas a acontecer
só silêncio
apenas silêncio
nobre silêncio
a cultivar
e ao amor deixar
nascer!

!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ode ao Silêncio de uma Alma

(Releitura do poema de Natal de Vinicius de Moraes)

Poema após Oficina com o grande mestre, escritor e poeta Jose Couto:
Ode ao Silêncio de uma Alma fale tudo se quiser e se não quiser digas nada nunca fiz tanto amor com o silêncio o silêncio acaricia, beijos de silêncio brisas gentis nunca o silêncio foi tão luminoso tal qual quando imerso ou submerso no teu mundo lindo e cheio de graça singelo que abraça me ofereceu esse céu cheio de estrelas e pássaros noturnos voando nas asas das estrelas desde esse dia escuto o eco silencioso de seu canto é nesse momento que o silêncio nos beija os olhos e as palavras já não dizem tanto o silêncio nos abraça as orelhas, a pele, o tempo e nada mais importa desde que sorrias quando olhares o firmamento lá sempre dançam infinitudes e o doce silêncio nos aguarda repleto de imensidões assim é a alma de alguns doce estrada de percorrer sonhos Luiza Maciel Nogueira *

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Poeminha Zen

independente de tudo
sempre estarei contigo
você sempre estará comigo
e não importa
não importa
não importa




terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Poema para fermentar silêncios 

nada a dizer

absolutamente nada a dizer

que o silêncio fermente no vazio

absolutamente 

aquela lágrima a se transformar em diamante

o silêncio a se transmutar em presença 

e a presença ao tocar nos olhos seja

ternura infinda


*

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Rosa

Rosa por Luiza Maciel Nogueira



o silenciar extremo de uma rosa
é a conjugação da sua beleza


(...)


*