Música!

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quarta-feira, 20 de junho de 2018

a gente gira


via GIPHY

(a imagem é meu primeiro gif!!!!!!!!!)

a gente gira
às vezes de alegria
outras de tristeza
algumas de desespero
outras de pressa
de ansiedade
de raiva
de amor
e a gente gira de vontade
de liberdade
de paixão
a gente gira
não importa como
não importa porque
o importante meu bem
é girar!

*

terça-feira, 19 de junho de 2018

Poema de uma coisinha à toa


quem sabe a vida não te presenteie
com essas coisinhas à toa
um livro, uma flor, um poema, um filho
um pássaro, um perfume, uma nota apenas
quem sabe assim não sorrias mais ainda
e faças do teu mundo a poesia mais bonita
quem sabe assim sem mais
não possas caminhar tão leve e solto
tal qual quanto o silêncio
te residas, te carregue, te tome, te possuas
de sorrisos cheios de amor,
e brincadeiras de nuvens em sonhos
quem sabe assim não possas esperançar uma poesia
tão vívida, tão bela 
tal qual o amor por um serzinho desses
que dão muito trabalho, 
mas que valem toda uma vida 
de alegrias infinitas
esses serzinhos que cabem nos nossos braços
e que fazem da vida valer 
cada segundo
mas não se engane pois dão um trabalho imenso
e é preciso muita doação para dar asas ao coração
e até o coração aprender a voar
exige toda uma escola de vida 
e esses serzinhos
em um segundo te mostrarão 
todo um mundo



*
Gestação: quando um coração canta e é envolvido em aura de música e luz
(2013)
Luiza Maciel Nogueira


terça-feira, 12 de junho de 2018

O Unicórnio do Sul e Outras Lendas Poéticas

Não ando postando muito por aqui pois estou na construção de um livro maravilhoso de um poeta espetacular. 
A seguir a capa do livro que muito em breve será lançado:


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Prece de silêncio mutável

de todas as cantorias dos pássaros
de todos os sons dos ventos
de todos os sons das chuvas
de todas as palavras ditas com amor
de todo canto do fundo do peito cantado
de toda verdade essência música poesia
de todo som da verdade
entrego ao som maior do silêncio
que qualquer palavra que digas aqui
e que qualquer palavra que leias 
possa reverberar em pranto os entre tantos
que um dia foram tantos 
e que hoje é canto 
que o amor sabe onde 
o silêncio nos sabe mais 
que qualquer palavra
e que apesar de toda errância
a palavra nos possa ser sempre: 
semente cristalina
diamante
em constante terna e eterna 
mutação


*

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A razão de um poema

a razão de um poema 
não é somar a origem das estrelas
muito menos relatar a equação da luz
a razão de um poema nada tem a ver 
com explicar a palavra que surge neste repente inexplicável 
um poema não tem razão 
ele é composto de absurdos desde o início 
talvez quem escreva anseie um alvoroço 
em quem pousa os olhos nas palavras
e talvez quem escreva apenas queira inquietar-se 
talvez também nada queira quem escreve
nem mesmo o leitor saberá 
o que tal escritor quer com tais palavras
um poema muitas vezes não tem razão mas pode ter sonhos
não sempre pois dependerá de quem sonha
se sonha pássaros, borboletas ou explosões dançantes, 
paralelepípedos nos corpos falantes
e se não sonhar o leitor? caso não sonhe o leitor
como então injetar uma metamorfose?
indiretamente desapercebida como quem não quer nada 
um escritor pode lançar sementes
como qualquer pessoa pode plantar sorrisos nos lábios dos outros
às vezes tal sonho demora décadas até florir
e quase sempre não basta apenas um poema
para o despertar da semente em flores de sorrisos
quase sempre nem um milhão de palavras
a beijar os olhos de tal leitor o fará sorrir
mas de vez em nunca milagres acontecem
uma curvinha bonitinha se torna possível
e entre escritores e leitores
um sonho poderá nascer

*


terça-feira, 22 de maio de 2018

Quem sabe qualquer dia

quem sabe qualquer dia 
não nos ensinem a linguagem do silêncio
dos pássaros, dos ventos, da chuva, 
das árvores, do mar, dos rios,
das estrelas, do sol, da lua, 
da vida, do tempo, da infinitude
assim sem mais
aí sim talvez a distância 
não nos seria distância
mas sentimento que vibra, pulsa e dança
e qualquer drama se dissolveria 
na oração dos pássaros, no assovio dos ventos, 
no som dos pingos da chuva, 
no canto das ondas, dos rios, 
das estrelas, do sol, da lua,
enfim da vida, do tempo, da infinitude
talvez aí sim, apenas talvez
nossa língua despertasse os corações
à espera da verdade



*

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Relato sobre o silêncio e a poesia:

Poesia
Luiza Maciel Nogueira
(Nanquim sob papel)


Relato sobre o silêncio e a poesia:

I.
quando a poesia 
encontra o silêncio

quando o silêncio
encontra a poesia

: nasce a música

quando a música 
encontra um destino

: nasce um repente
que de repente se vai

(...)
Luiza Maciel Nogueira

quando a poesia
de repente se vai

leva consigo a alma
o papel pede histórias

: nasce a prosa

quando a prosa 
flui etérea ritmada

com linguagem surpreendente
traz de volta a poesia

: nasce a prosopopeia

(...)

Jose Couto

Quando a poesia
Se cala se emudece

Leva consigo a alma
O corpo se esquece

: nasce a onomatopeia

Quando o som é sentido
O prazer de um gemido

Leva em si a beleza
Libera a poesia presa

: nasce a contemplação

(...)

Manoel Gonçalves Manogon

Reveste-se de Luz

Traz em si toda clara essência
Esculpida nos recônditos.

O silêncio que emana
Transcende a alma

Então o poeta se desnuda
Como uma primavera...

: nasce assim outra estação

(...)

José Regi




Poesia
Luiza Maciel Nogueira
(Nanquim sob papel)

II.

a poesia corre
demasiado depressa
depressa
não paremos de sorver
cada silêncio
como nosso último beijo
às vezes confesso
contemplo os teus passos
mas prometo
só dura um segundo
até beijar o chão
debaixo dos meus pés
e seguir esse passo a passo
rumo ao infinito


(...)
Luiza Maciel Nogueira





O infinito são todas as possibilidades que dispomos
Neste nada contuso que se soma.
A esperança de ver chegar aquele amor
Que marcou como cicatriz
E que por medo de viver sorveu em saudade.
A saudade dorida
No gosto daquele beijo solitário
Ainda morno na boca Faz eriçar a pele.
A mesma pele que um dia tocaste
Com minúcias de eternidade
Durante os instantes apressados na hora de ir...
José Regi




III.



quero um silêncio

regado a poesia

um gole de música

breve

onde possa banhar

a saudade

daquele pedaço 

de esperança

que pelas entranhas

ainda dança

por não saber
te esquecer


(...)
Luiza Maciel Nogueira

*




IV.

sorvi nos lábios o silêncio da poesia
que pela garganta se foi

como nutrir um exército de poetas?
te pergunto
e fazer com que todos despertem?
te questiono

: deste sono sem cor
vai poeta cantar!


(...)
Luiza Maciel Nogueira


*


V.

cantar a poesia de todos os jeitos
reinventar as cores dos versos,
os tons desses ventos incertos
bagunçar as palavras errantes pelas linhas
te procurar, te perder e te encontrar sem nem te avisar
sem te dizer do silêncio que paira
sem te sussurrar baixinho a música
que atravessa os tempos
esquecer de te esquecer para sempre
porque a poesia essa sim
a poesia é flor do tempo que se abre
ao despetalar
onde o pensamento não consegue
alcançar


(...)
Luiza Maciel Nogueira