terça-feira, 6 de outubro de 2009

Esquina da Saudade

Essa estrada vai dar na esquina da saudade, como tantas outras percorrem universos extintos, lembranças vazias do que se perdeu em lágrimas. A cidade inteira caminha como se fosse uma brisa sem memórias mas com tanta chuva beirando uma tempestade avalassadora. Gotas na janela da vitória, a saudade é tanto mais lamento que felicidade. Não sei, mas chove desesperadamente como se tratasse de um milagre. Palavras sem nexo que correm com a liberdade. Deixar sair um rio de emoção perdida, tantos anos segredada. Um sussurro sem luz, nem viagem, um espaço de tristeza sem mais beleza. Sabe o que é bonito me cativa no instante que passa, mas o que é verdadeiro permanece sempre e toda poesia que se repete em novos lábios é a verdade que traduzem na angustia de ser algo e não ser nada. Toda vida sonhei um sonho desesperado de amor, onde a tristeza pudesse ser mero detalhe do amor, mas na verdade que minto é que sei que é de dor que sinto todo mar que me afogou. Melancolia, chuva, saudade e tristeza. Noite escura que insiste num beijo terno nos olhos. Sonhei com alguma luz quase amorosa na vida e que vivia sempre na saudade de um amor qualquer.

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