Música!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pauta de Vida / Pauta Perdida

(Gengibre Vermelho I - por Luiza MN)


(Gengibre Vermelho II - por Luiza MN)


o amor corre 
nos cantos mais diminutos
do coração

a pauta 
dos pássaros, das flores, da vida
tem cheiro de ilha perdida

e apesar dos encantos
nosso canto é sempre lágrima
atirada ao mar 




para Lara Amaral em resposta à poesia em: http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com/2010/12/pauta-de-metal.html




* o desenho é de observação das flores do Gengibre Vermelho no jardim em que passei o Natal. Achei que tinha haver com pautas - mas critiquem se acharem que não :). 





Estou Lá no Teatro da Vida

vejam que coisa mais linda os versos de Lara!


aqui: http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com/2010/12/pauta-de-metal.html

Embalo



enquanto o carro desliza pelo chão 
a estrada embala o coração
sou toda instante
o ar preenche o amanhecer nos olhos

as árvores correm lá fora
o céu paira entre nuvens
devagar o tempo passa
o coração se deixa embalar

nesse instante aberto
venha viver comigo o despertar
tudo tem seu encaixe amor
a melodia do vento invade o som
o meu sorriso é teu

as árvores continuam a correr
eu continuo a sonhar
faça um esforço amor
mergulhe na essência do instante
deixe a ternura lhe abraçar



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sombra de bailarina

(por Luiza MN)


ondula a noite em gestos de amor
sussurrante alguma música sorri
ao invadir o espaço em branco
com as sombras da invisibilidade

linhas dizem não
a escuridão destaca 
a dança da bailarina 
no precipício do instante 
à beira do quase 
sempre ainda 
tão já






quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Luzes na cidade


No reflexo da avenida central
faróis brancos e vermelhos
deslizam no asfalto.
Pequenas luzes em movimento
na noite depois da chuva.
Luz na cidade.

Doçura de lábios em pele iluminada.
Seu sorriso revela alguma tristeza
bem aventurada.
Com a luz da lua na cidade
densa.

Musicada em versos
de amor
até a noite viva
do olhar.



(poema corrigido)



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Tarde de domingo"

(por Luiza MN)


"Tarde quente de domingo
o mundo aguarda
a chegada da noite

Enquanto o tempo se derrete
em vagarosos momentos
apenas o vento aparece
dançando com as nuvens
pintando o céu azul

Mas quando a noite chegar
e sob o cair do luar
o doce cheiro do jasmim se espalhar
é chegada a hora
do mundo se mostrar"




escrito por Renato Nogueira




sábado, 11 de dezembro de 2010

Sombras do sol


(Cinco monotipias - por Marcantonio)


ramos, galhos, estrondos, raios
a luminosidade encontra a sombra
a sombra encontra a luz
opostos se unem
túneis, paisagens, florestas, cidades
riscos de anoitecer
chamas do sol



(poema produzido a partir da
belíssima arte de Marcantonio)


Beijos


(por Luiza MN)



beijo cá beijo lá
a pele desfalece seus encantos
na íntima ternura dos lábios
o corpo sussurra amor








"de tantos instantes
para mim lembrança
as flores de cerejeira.
"



"Extingue-se o dia
mas não o canto
da cotovia"



(Matsuo Bashô)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Atentamente

(por Luiza MN)



carros deslizam pela rua
enquanto o vento balança nos galhos das árvores

o ritmo do mundo

...

(pulsa)







terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Erros e bloqueios. Amáveis?

(por Luiza MN)



- Estava pensando...: os erros que consideramos defeitos são por vezes adoráveis...como aquela flor furada ou ferida por um pequeno inseto ou aquela estrela preta que já não brilha, mas se forçar a vista verá que um pequeno brilho ainda pulsa...

- Mia, depois de dizer que sou ranzinza, você quer dizer que sou um ranzinza adorável?

- ...que não ligue para as minhas críticas, estamos todos tão cheios de erros nos olhos. Os teus erros dependendo da visão podem ser adoráveis...por exemplo: você um ranzinza adorável ou um surdo de um ouvido só, por que no outro escuta somente orquestras...
é que você sabe né? Por mais que tente colocar defeito, já estou tão contaminada pela poesia de tudo...

Pensou Mia baixinho:

- (...isso infelizmente não faz de mim uma pessoa sem bloqueios)



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Errante, demasiado humano


- Lembra que...

- Não comece, por favor Helena nem comece. Finge que meus olhos não te viram, que não estou e que nunca fui te ver. É preferível que nos esqueçamos de tudo que nos faz sofrer para abrirmos a porta para a felicidade. Ame quem te ama. Esqueça das boas ações, de amar sem pedir nada em troca. Esqueça! Ame quem te ama. E ponto, pare de querer fazer as pessoas felizes, amar quem não te corresponde. Em primeiro lugar é você! Depois? Depois sim, os outros...


- Lembra do conto de Rubem Alves "Ostra feliz não faz pérola". Eu sempre achei a felicidade fútil - quer dizer enquanto bilhões de pessoas estão miseráveis eu me considero feliz? Mas tudo bem Otávio, dessa vez vou tentar... apesar do que eu sempre achei a "felicidade" uma forma de fingimento, um ideal inalcançável criado pela sociedade, uma fuga da dor. Mas prometo que vou tentar, começar com isso de ser feliz sem pré conceitos...depois te conto se valeu a pena ter renunciado à pérola...





domingo, 28 de novembro de 2010

"Brilho"

(ilustração por Luiza Maciel Nogueira)


"As palavras ganham vida e chegam, até ti, envoltas em manto de ternura, roçando suavemente a pele e amainando a inquietação do vento forte. Preciosas são essas palavras, que insinuam o cenário do apaziguamento. Pois eu digo-te que as cuides, que as mimes. Vais ver que, quando partires, elas já farão parte de ti. Não, o mundo não te fará reverência. Mas, se reparares, irá admirar a convicção no brilho do teu olhar."


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Diálogo do íntimo


(Orquídeas por Luiza Maciel Nogueira)



tens razão coração
pare de transbordar palavras
escuta um pouco desse silêncio
de flor no vaso, de moscas a rodopiar
do céu em grito azul




domingo, 21 de novembro de 2010

Poema de brevidades

(por Luiza Maciel Nogueira)



gotas arrebentam nas ondas do tempo

o mar aparenta a vivacidade do mundo
movimenta ondulante em ritmo profundo

enquanto o sol escalda o horizonte
os olhos brilham nas rochas, no mar em reflexo solar

em lágrimas tudo gira quando o vento emudece
uma música suave de amor breve



sábado, 20 de novembro de 2010

Os 3 mundos

(por Luiza Maciel Nogueira)



(a rosa maior
beija o universo
enquanto a
pequena rosa
tenta se esconder)

o outro mundo
simplesmente gira
esse mundo
quer voar na música
dentro da poesia
aquele mundo
do olhar como flor
assusta
é tempo de se esconder




quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Poema sobre poema

 
(por Luiza MN)



Os poemas são como o vento.
Vão e vem pelas nossas mentes.
Passam pelos nossos corações.
Sem rumo aparente.

As vezes como um vento frio do inverno
trazendo introspecção,
cortando nossos corações,
refletindo sobre a razão.

As vezes como um brisa acolhedora da primavera
acalentando nossos inquietos corações,
trazendo esperança
e boas sensações.

Também pode ser
como as tormentas de verão
forte, imprevisível,
sacudindo nossas emoções.

Por isso eu digo
não me pergunte como será o próximo
pois assim como o vento
os poemas são imprevisíveis.



escrito por Renato Nogueira



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Do distante

(por Luiza MN)


não quero me despedir
do sorriso
que não faço parte
do olhar
que não me contém
do que não me é

e que mesmo assim
pela presença que toca
agradeço

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Rosa

(Mulher por Luiza MN)



gotas de chuva na pele
o perfume da flor
e um pássaro na garoa voa

tanta gota cai
quando a nota voa

a mulher é pássaro
que se esquiva da dor
enquanto cheira a rosa
para esquecer o amor



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Afago

(Rosa por Luiza Maciel Nogueira)



já agora resta
apenas um sorriso
de ternura breve e leve
por todos os amores,
pelo grande amor,
por uma flor, pela chuva,
pelo vento,

(pelo tempo...)




domingo, 14 de novembro de 2010

"DIÁLOGO DO DESCONHECIDO"

(por Luiza MN)

"- Posso dizer tudo?
- Pode.
- Você compreenderia?
- Compreenderia. Eu sei de muito pouco. Mas tenho a meu favor tudo o que não sei e - por ser um campo virgem - está livre de pré-conceitos. Tudo o que não sei é a minha parte maior e melhor: é a minha largueza. É com ela que eu compreenderia tudo. Tudo o que não sei é que constitui a minha verdade."

Clarice Lispector
in: "A descoberta do mundo"




(por Luiza MN)


"O QUE É ANGÚSTIA"

"Um rapaz fez-me essa pergunta difícil de ser respondida. Pois depende do angustiado. Para alguns incautos, inclusive, é palavra qua se orgulham de pronunciar como se com ela subissem de categoria - o que também é uma forma de angústia.
Angústia pode ser não ter esperança na esperança. Ou conformar-se sem se resignar. Ou não se confessar nem a si próprio. Ou não ser o que realmente se é, e nunca se é. Angústia pode ser o desamparo de estar vivo. Pode ser também não ter coragem de ter angústia - e a fuga é outra angústia. Mas angústia faz parte: o que é vivo, por ser vivo, se contrái.
Esse mesmo rapaz perguntou-me: você não acha que há um vazio sinistro em tudo? Há sim. Enquanto se espera que o coração entenda."


 Clarice Lispector
in: "A descoberta do mundo"



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cidadezinha

(Cidadezinha por Luiza Maciel Nogueira)


Na noite estrelada as luzes que brilham em cada lar. É indício de vida, indício de alma. Ao olhar o horizonte negro, o céu cinza escuro e as pequenas luzes penso numa cidade de estrelas...

Vida nova, vida breve, vida vivida pela boca usufruída em goles de gotas, em sonhos leves. Quanta vida, quanto sonho - se cada luz pudesse ser um multi-verso, um infini-verso (verso sem fim) e é em ternura atenta, verso raro no olhar embebido.

Em cada luzinha mora um sonho, esperança de ser encontro. Desmancha no silêncio o verso, captado em um segundo breve - pela lente do encontro. Não sei. Fingimos que compreendemos um tanto, mas é tão mínimo o que fica. Só o quanto se aguenta do mundo. Só o quanto se permite sentir...tudo o mais vibra em oração plena. 

Um multiverso cheio de nuances que em cada luz vibra o encontro.

A vida continua. A vida, os encontros, as ternuras...

As luzes da cidade quando anoitece...é que em cada luzinha mora alguém - um multiverso, um universo, uma alma. E é preciso saber o manto negro também abriga versos de escuridão...

Em toda parte a poesia respira silêncios...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Azul-àLaranjado" por LARAMARAL

(Laramaral por Luiza MN)



"Neste anil que me é navegável
E passa molhando meus pés
Fico a ver jangadas translúcidas

Nesta fruta cítrica que furta a cor
De réstias de sol exausto
Lanço chamas em nuvens brandas

Faze de mim mais uma réstia
Montanhosa de seu horizonte
Que perde qualquer vista
Preta e branca

Para eu esculpir seus traços
Na minha mistura aquarelada
Que reafirmo enquanto durmo
Para vivê-la assim que sonho
Acordada"



Escrito por LARAMARAL

Nas nuvens

(por Luiza MN)



por um tempo andarei nas nuvens
mas quando cair é adeus felicidade
bom dia tristeza
depois é tempestade pois choveu
e eu sei tantas lágrimas no céu




terça-feira, 9 de novembro de 2010

Poema escuro

(por Luiza Maciel Nogueira)


o mato é preto
o pôr do sol avermelhado
nada mais é fadado

a luz do mundo de ninguém
é de todo mundo
vida que entra, também sai


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Eu amo à bruta" - Cadernos de Luísa

(ilustração1 para "Cadernos de Luísa" por Luiza M.N.)


"Minha amiga, você é alguém que ama. E eu aprendo com você. Ai dos que não sabem. Porque já dizia Vinícius: “A vida só se dá pra quem se deu” – diz Érica, enquanto jantam em um restaurante perto da faculdade.

- Aprende comigo? – Luísa ri com vontade. - Aprenda a amar sofrendo menos. Aprenda de uma forma mais leve, Érica. Eu amo "à bruta", como escreveu a Inês Pedrosa. Não sou nada tranquila nesta arte... Não tenho grande domínio do que sinto.

- Aprendo sim, e muito! Saiba que adoro os de bílis negra... Nada de moleza!

- Sim, nada de moleza – repete Luísa, com menos entusiasmo”. "




(Cadernos de Luísa,
escrito por Vanessa Souza Moraes
)

http://vemcaluisa.blogspot.com/

domingo, 7 de novembro de 2010

Poetas que presenteiam os meus desenhos com suas belas poesias

(por Luiza Maciel Nogueira)

EPIGRAMA

"Marta, para todas as horas possíveis o amor.
Assim o ciclo remissivo das estações
traz à primavera a esperança em flor."


Escrito por Hilton Valeriano







(Jardim de luz - por Luiza MN)

* do que está velado *

"não sei
do mistério
da folha
da sombra
do vento

ao andar
entre esporas
do tempo
entendi de
perscrutar
o véu sobre
tua face
paradoxalmente
rijo e transparente

não te desvendei
te guardei segredo
jardim fechado
te tranquei
no silêncio
do almoxarifado"


Escrito por Úrsula Avner

sábado, 6 de novembro de 2010

Muito feliz com os convites aceitos!! - Versos: o encontro dos olhos

(imagem por LuizaMN)



"ela era estrela
ele era sol
se tocavam brevemente quando pássaros voavam"

escrito por Fabio Rocha






“estrelas
são pássaros de sol
tatuadas
na pele da noite
quando o céu é azul”


Escrito por Ribeiro Pedreira



 



"Lições..."

(... ) atração magnética ia muito além das aulas do colégio. A presença dela o paralisava. E ele queria desenhar todo seu futuro, juntos, a partir dali. Mediu as possibilidades; calculou os erros; considerou o horóscopo, cor da roupa, pernas cruzadas, olhar de soslaio, direção do vento e calou insegurança. Se tal silêncio nos afasta, qual palavra nos aproxima? E decidiu arriscar um "oi!".

Escrito por Guilherme C. Antunes




 


"Encontros, (des)encontros e (re)encontros - fé em dias mais amanhecidos "

" - Engraçado, eu nunca havia acreditado muito em breves encontros que mudam uma vida - divaga Luísa.
- Para mudar uma vida, tem que ter encontro. E eles começam pequenos, porque o começo é assim, é começo, nem meio nem fim, mas já é a ponta da linha que se arrasta - diz Bê".

(Cadernos de Luísa, Vanessa Souza Moraes)

***
escrito por Vanessa Souza Moraes





Versos de pele: o sol e a noite

o olhar já não se distingue da pele
o sol faz luzir a noite
estrelada pela escuridão profunda
no destino da boca cessa o céu
enquanto o sol ainda aquece
a noite viva do olhar


escrito por Luiza Maciel Nogueira

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Encontros, (des)encontros e (re)encontros - fé em dias mais amanhecidos

(imagem por Luiza MN)



" - Engraçado, eu nunca havia acreditado muito em breves encontros que mudam uma vida - divaga Luísa.
- Para mudar uma vida, tem que ter encontro. E eles começam pequenos, porque o começo é assim, é começo, nem meio nem fim, mas já é a ponta da linha que se arrasta - diz Bê".

(Cadernos de Luísa, Vanessa Souza Moraes)

***

escrito por Vanessa Souza Moraes







terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tempo tempestade

(por Luiza Maciel Nogueira) 




lar doce início durante a chuva
gotas repercutem no mar
tempestades de nuvens cinzas
ventania sem parar
pingos, luzes e o anoitecer
luar segue o tempo



(por Luiza Maciel Nogueira)