Música!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Perder-se

São pedaços da noite que mora no teu olhar. Correm nostalgias sim, nostalgias não, Saudades sim, saudades não, amor sim e amor não. Poesia sim e poesia não no olhar perdido da Avenida que te encontrei refeito e ainda bem. É caos de pétala sem a rosa inteira ainda. Uma ou duas pétalas de jasmim. Chove algo de repente, de gotas ausentes. Chove areia. Chove pedra. Chove melancolia sim, chove melancolia não. 

Sei lá, chove qualquer coisa sim, qualquer coisa não. E confundo-me com o sim e o não. Confundo-me com os sinais da vida lá, da vida cá. Lá sim, Lá não. Cá sim, cá não. Caminhos incertos, o passo confuso. Talvez lá, talvez cá, talvez nada ainda. 

Esse negócio de escrever fere, diz demais e depois não diz nada. Não decide, não fecha o querer nem o abre demais. Atinge o lume e o apaga. Depois acende a luz. Apaga. Acende. Apaga. Acende. E depois desaparece como se fosse inexistente. Persegue sem ninguém atrás nem na frente. Persegue o lume no pensamento. Gosto, não gosto. Enlouqueço, enlouqueci. Vejo-te sem ti. Contigo.  

Pé sem passo. Sem caminho. Perdida. Perdida nos teus olhos. Perdida na cidade dos teus olhos. Nos meus o barulho por nada, o caos sem desespero, a poesia sem ti. Contigo.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Abraço

Ao lado de ti um raio de luz pousou no coração e ao chegar o abraço, a ternura se multiplicou num afago de saudade.

São dias com paixão de viver sempre  mais, sentir um pouco mais, ver além, sonhar até viver um sonho. Enamorada de ti e da natureza presenciei o fogo da paixão, as águas do sentir, os ares do sonhar e a terra na força da realização do nosso abraço. Andei entre cidades e matas para chegar até o nosso encontro. Nesse abraço profundo esqueci de todas as mágoas, tristezas e lamentos. É assim o nosso destino, a nossa vida, a nossa esperança, o nosso amor, a nossa saudade, o nosso presente e o nosso futuro. Entre sonhos e vidas que se entrecruzam e depressa constróem desejos, esses potenciais da vida. É ao lado teu que o giro é sempre mais vivo. O giro, a dança e as cores todas intensas. Será que é o teu olhar ou o nosso amor que respira a liberdade? Ao teu lado é tudo tão sereno, tão terno e feliz. Apesar da melancolia, o que restou foi a essência do encontro sonhado, vivido, adorado, quem sabe amado entre os vendavais da paixão. E essa Chama se eternizou dentro de nós.

No nosso abraço uma cascata de luz nos presenteou de amor. Entrecruzamos as almas, sintonizamos os corpos em luz serena. Nas cores do mundo, o mundo girou. E o olhar derramou o amor. Poente da nossa saudade. Versos de ti, um pouco de luz nesse noturno coração.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Despir-se



Oceano. Vida. Ternura. Saudade. Tristeza.



Mar de amor. Perfume. Beija flor. Voa dor.

Horizonte. Escuridão. Pequena luz distante. Caminho.

Futuro incerto. Amores trocados. Miragem.

Aprendizado. Caos. E amor.