quarta-feira, 5 de maio de 2010

Negrume

Pra que chorar de negrume quando o que precisas é de luz. Desenhei os teus contornos no escuro. No final há sempre nada a dizer. A escuridão consome e a luz é distante demais. Melhor assim, não te ofereço meus falsos beijos nem quero iludir-te com promessas. Temos explicação e essa é indescritível. Um café, uma nota, um instante. Um sopro, talvez de luz, talvez de amor, talvez de nada, mas sempre inventamos. Fingimos que não somos. Mentimos e depois a eternidade se encarrega de nos despejar daqui.

5 comentários:

A Magia da Noite disse...

há um mundo real e outro que inventamos, quando se aproxima na tangente, surge a dúbia certeza de que não se encaixam.

Luiza M. Nogueira disse...

O mundo inventado existe sim no coração. O mundo real é invenção.

Vieira Calado disse...

Somos despejados

e seguimos para eternidade...

Bjs

Lídia Borges disse...

Uma distancia na noite que anoitece a alma...

L.B.

Luiza M. Nogueira disse...

Vieira: :)

L.B.: :)