Música!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quase Poesia com Café*

Precisava todos os dias de um café.
Daquele aroma pela manhã tão fatal.
No devido tempo uma sinfonia de sal.
Enrolaria a saudade e deixaria mais até...

Depois resolvo, deixa como está!
A glória é mesmo hoje, deixa estar
Voltamos ao café, é momento de amar...
Ausente e que seja poente enquanto já!

Poesia num simples café é apreciar.
Infalível, tudo o mais que existe
nesse ilustre instante mínimo, amar...

No futuro transbordará saudade.
Não é preciso dizer, mas somos por demais
apegados a um fino traço distante.



*Pintura de Henri Fantin Latour

*escrito em 03/08/2009

4 comentários:

Assis Freitas disse...

bucolismo e madrigais, teus versos pastoris. abraço

lampâda mervelha disse...

De sabor arábico.

:)

Luiza M. Nogueira disse...

Assis: :)

lampada: hum, :)

Mai disse...

Embora melancólico - Belo!

abraços