Música!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Retrospectiva*2008



Permanece um sentimento engasgado pelas mãos vazias
inseguro da vida e da hora da morte de todas as memórias presentes
o lugar sombrio da entrega, da arte, da escrita, da música, da vida.
Deixar tudo e voltar atrás, deixando por se fazer
a morte de um amor belo e louco.
Faz morrer a vida.Viver a morte.
Todos os dias a mensagem da volta ser eterna.
Não corresponder às exigências ditadas pela reta do universo.
No fundo o orifício vibra calado querendo sair um animal do interior
manso e feroz ao mesmo tempo,
poético e medroso, preso e livre pelo tempo.
Sem uma gota de respeito pelo chão que pisa.

No peito uma tempestade prestes a desabar
sob o solo seco dos olhares desertos do amor.
Encobres um universo em caos e felicidade,
em tristeza e pavor, em movimentos e despedidas,
em esperas e nostalgias, em flor, luzes e sombras no olhar do amor.
Tudo que não foi nada. E nada que tenha saído de canto a salvo.
Do mundo todo duvidas agora pois nada fica sempre.
O tempo muda tudo. O vento permanece na inconstância da vida.
É que de vento e rocha a ambigüidade nasce. De lua e sol compõem o céu.
De terra, de água, de ar, de fogo e de éter se faz vida.
E assim caminhamos pelos campos floridos escritos pelas luzes e trevas
quer sejam bons ou maus ou tortos ou retos
ou sonhos ou concretos ou nuvem ou sentimento.

Não sei, mas como saber se no olhar faz depressa um lago de respostas
e não se compreende nada por inteiro. Ser minimamente feliz com ele,
pássaro na gaiola que ainda não aprendeu a voar
no céu escuro, nos gritos das trevas, no por-do-sol, no luar.
Os olhares loucos. Os textos enigmáticos.
Tremendamente impossível. Absolutamente dispensável.
Ironia, teimosia, tristeza. Deixar o sonho. Viver a vida.
Covardia, medo, perfume, verdade.
Mentira, sonho, poesia, a vida na escuridão.
As palavras jogadas no ralo prestes a girar
até as águas profundas em mim, em ti, em nós
no movimento de completude do universo
apenas a vibração do solo sagrado.
No ciclo do mundo a natureza canta
nascem árvores, flores, crianças, vida.
Vida por todo lado!


O sentido encoberto por enganos.
O brigadeiro, o docinho, o sorvete, o pão de queijo, o café, o beijo.
O toque das mãos, o sim e o não. Demasiados nãos casados com sins.
A famosa ambigüidade que detesto.
Viajar na maionese, no catchup, na mostarda,
no molho ao pesto, no molho rose,
no macarrão no sei lá o que que fica mudo.
Beijos jogados no ar e a mão que não se larga.
Os machucados que nasceram da vida,do desamor, do sofrimento,
da dor, da rocha, da chuva, da brisa, do ar.O perfume que não se vai.
O normal que acorda de mau humor na fuga da vida
e o louco que quebra o céu com apenas
um beijo cortado por um mistério.
Enigma das estrelas e universos distantes.
Existe vida sim! Em toda parte.
E ainda no mesmo chão que pisamos.
Milhares é pouco.Seres de outros planetas,
terráqueos esquisitos, luzes e sombras.
Benditos de luz que se quiseram sufocados pela incapacidade humana
acerca dos sentimentos inexpressáveis.


Diversas estórias no espelho da alma...


Sei lá!



*09/01/2009

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