sexta-feira, 18 de junho de 2010

Em espaços de tempos V: Caminhos me levem

Da Solidão

Tristes instantes cheios de nada.
Para recordar horas acesas
sem ti, contigo.
Natureza que esparrama
estradas.
Tempestades quando
vens.


Dos Inventos

Da simples complexidade
dos dias cheios de nada
crio caminhos para percorrer
instantes moradas.
As eternidades deixo-as na luz fina
dos olhos despertos.
Lagos de silêncio e solidões.
Brinco com o tempo
sem fim.


Do Agora

Inspirar o instante,
início de cada presente.
Presenteio solidões.
Expirar o instante custa caro,
morrer dia após dia para nascer
novamente a magia.
Abrigar escuridão.
Apreciar luz.
E vice-versa tudo agora.
Tudo sem fim.

4 comentários:

Rê disse...

Lú a tua poesia é linda. Beijo.

Luiza M. Nogueira disse...

Obrigada Rê, muito gentil.

Beijos.

Vieira Calado disse...

O instante

verdadeiramente

não tem fim.

Ele vai pairar eternamente

no éter!

Saudações poéticas

Luiza Maciel Nogueira disse...

Vieira: O instante transcende.

saudações