Música!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Em Espaços de Tempos II

1. Da Ausência

Se é para dizer-te do nada
invento algo no lugar.
Errante as palavras todas
não dão a entender
o essencial da ausência
que é tão só.

2. Da Essência

Claro que sinto
demasiados asteriscos.
Jamais escreveria
se não fosse o distante
e o impossível a minha
mais luzidia sorte.

3. Da Sorte

Volto ao início
do jamais, do ainda
e do sempre presentes em nós.
Acima de tudo sonhar
o nada, o silêncio,
os lírios, os jasmins
e toda luz dormente.

3 comentários:

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

"Apenas brinco com os seus lampejos.
Pode ser que depois me arrependa' teus versos são pra noite e fogueiras de carne e esperança

Marcantonio disse...

O nada é indizível, sempre que as palavras tentam defini-lo, acabam por povoá-lo. Acho que isso é a poesia, esse algo que se coloca no lugar. Muito bom.

Abraço!

Luiza M. Nogueira disse...

Ediney: Boa, visualizei uma fogueirinha na praia. Boa imagem. Grata. Bjs.

Marcantonio: :) Invenções...já diziam os grandes. Bjs.