segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fúria

(Magia)

Ao silêncio recuso-me.
Quero qualquer tumulto
para não acomodar a palavra
no refrão dos olhos.

Que se inovem as tristezas
que se invoquem as nostalgias.
Que a tempestade venha
fazer parte da vida,
ainda que a ternura
se revolte suavemente
pela escuridão dos teus traços.

Essa é a alegria que circunda 
os meus dias, 
a chuva que me comove,
as lembranças sem fim,
o meu muro de jasmins.

6 comentários:

Nydia Bonetti disse...

Uma beleza é a tua poesia, Luiza. Uma beleza... beijo

A Magia da Noite disse...

sem convulsões não há emoções.

Assis Freitas disse...

que maravilha de poema Luiza, fiquei babando sob o muro de jasmins.

abraço

Luiza M. Nogueira disse...

Nydia: Obrigada Nydia, já tinha saudades dos teus comentários. bj.

A Magia da Noite: Enfim...bj.

Assis: mais atrás sobre o muro de jasmins escrevi, mas não recordo e acho que pelo desleixo de ser exigente apaguei. Era algum ramo de jasmin que deixei no piano e terminava com mais um sonho de tocar. bj.

Ribeiro Pedreira disse...

em muros de jasmim, colhem se flores de um lirismo soturno que brilha em novidade.
Sua poesia é grande.
Bj!

Luiza M. Nogueira disse...

Ribeiro: Obrigadíssima mas, grande é a vida. Eu pequenina.