sexta-feira, 9 de julho de 2010

Anotações sobre o mar


As palavras pararam de me nascer e como prometi escrever. Constatei o óbvio. Ando seca de idéias, pobre de sensações e invenções, mas lembrei que não tem problema. Nada que disser vai mudar o teu dia ou o teu humor. É que parei de querer lhe dizer tudo. Digo o nada, o ridículo, o insensato e não me importo. Amigos primeiro, depois uma mãozinha para os dias caídos e já perco novamente o raciocínio. Não sei porque vim escrever. Queria escrever sobre o mar, os peixes e as gaivotas mas a sorte não me veio e a inspiração anda teimosa.

Ah sim, o mar. O mar tem tanto na superfície e mais ainda nas suas profundezas. O mar por vezes se reflete no olhar de quem já viveu e abriga imensidões, multidões. Sim claro, no coração sempre um pouco ferido, mas não menos forte, não menos humilde. Ferido somente para a abertura da compreensão da dor. A sabedoria tem mares e mares de aprendizados, mares e mares de vivências e a sua profundidade é incrível. Não tenho sabedoria, não o saber não me sabe, nem mesmo a vida me sabe. Mas é o ideal. Um dia sim digo que caminho nas profundezas de um oceano vívido. Por enquanto agradeço a minúscula parte do mar que posso contemplar. E depois quem sabe expandir não é destino?

Ai ai o mar! Que saudade de mergulhar no mar, ir para a praia e beber água de coco. Que saudade do sal das horas sem pressa, de férias, de sono, de sonho, de sol. Ficar esticada na areia, correr pela praia, aspirar o ar fresco e correr pra longe fugindo de qualquer problema da cidade. Que saudade de ver os pequenos peixes em contraste com a água cristalina. Saudade do sol na pele e da água salgada no corpo. Saudades do mergulho e das horas a nadar sem rumo. Ai ai o mar, a praia e as ondas. O barulhinho das ondas o pé na areia fofa e até dos caldos. Qualquer mar, não importa desde que seja mergulhar sem medo de ser feliz. Ah sim, como eu queria ser uma gaivota para viver perto do mar. E não sair de lá. Depois voar, voar, voar. Ai ai o mar!

4 comentários:

José Sousa disse...

Olá... Estive lendo o seu espaço e gostei imenço.PARABENS e continue.
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Um grande abraço

A Magia da Noite disse...

quiçá precise sentir para soltar mais as letras e encontrar no infinito os desejos sobre aquilo que quer dizer. Mas o mar é sempre o mar, e há-de nos inspirar.

Assis Freitas disse...

sobre o mar, abismar

beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

José: Almas livres vão onde quiser. Beijo.

A Magia da Noite: Sim, mas saiu assim preso/solto, como o meu modo de ser :). Bjs.

Assis Freitas: a-mar, ah mar, cis-mar. :) beijos.