sexta-feira, 23 de julho de 2010

Do Rio


(Viola no Rio - de Luiza Maciel Nogueira)


1.
a pedra do rio
perdi na correnteza
das prosas mudas

2.
flui o lento mistério
dos lírios
no riacho da pedreira

que a pedra possa
banhar-se de rio
fluir nas águas
límpidas daquele
sorriso faísca
chama de vida

  
a mensagem transmutou  
ficou voe ao infinito lar

3.
decepções temos todos
metamorfoses temos poucas
de rocha e rio
a palavra transcendeu
o papel



(*versos inspirados em meu amigo Ribeiro Pedreira)

10 comentários:

Ribeiro Pedreira disse...

inspirar uma poetisa desse nível é, no mínimo honroso.
obrigado Luiza e pode ter certeza que vai ter troco.
Bjs!

Assis Freitas disse...

do rio, pedras e metamorfoses. poema de curso e correnteza,

beijo

Ana disse...

Adorei Lú! Beijo.

Vieira Calado disse...

Pois é, amiga!

Na face do rio

se escrevem todos

os nossos amores/dores

OS NOSSOS POEMAS!

Beijoca

Fred Caju disse...

Para onde olho? Para o desenho ou os versos?!

Lídia Borges disse...

Metamorfoses nas águas incertas de um rio que se faz poema...

L.B.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Ribeiro Pedreira: o prazer é todo meu. grata eu. bjs!

Assis Freitas: foi pra cachoeira, bjs!

Ana: :) te ligo bjs!

Vieira Calado: e há de ir fluindo :), bjs!

Fred Caju: olha pra si, pro cajueiro e depois olha pra onde quiser. bjs!

Lídia: obrigada. bjs!

José Carlos Brandão disse...

Ninguém cruza duas vezes o mesmo rio.
Um abração, Lídia.

José Carlos Brandão disse...

Que vergonha, Luíza! Por que escrevi Lídia? Ah, o último nome que li, acima. Vivo descuidado, desculpe.
Um beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

José Carlos: sem problemas, não se acanhe. um beijo.