sexta-feira, 9 de julho de 2010

*Flores

(Flores de Outro Mundo I e II)

As flores que me deste são de outro mundo só
não pudera esfarelar as pétalas uma por uma
e contar o quanto tens de mim no teu coração:
impossibilidades matemáticas...

Acho que te queria saber mais facilmente,
como somar pétalas de flores e o resultado
ser um pouco aproximado da minha saudade
e de tudo que ela repercute como onda que sustenta
o meu sentimento instável por ti, de uma dimensão
paralela inexistente com altos e baixos de ternura,
talvez um pouco demais, oscilando a partir
de nada mais nada menos que a minha imaginação
a flutuar em alturas longínquas encobrindo meus
conflitos de pessoa intelectualmente dispersa,
mas que gosta por demais de apreciar-te
nas horas vagas no vazio só do tempo
que devagarinho nos esgota desabando
de nossas mãos já vazias há tempos
e ainda perdidos de nós...

até que o tempo pare e mais uma vez
e a eternidade nos apresente
um pouco de ****...



*escrito em Abril/2008 
(desenhos de Jan2010)

6 comentários:

Ribeiro Pedreira disse...

flores desconhecidas encantam pelo mistério. podem provocar sensações que oscilam entre os sentidos.

que a vida se apresente sem máscaras!
Bjs

Vieira Calado disse...

É bem verdade, amiga!

Sempre que o tempo pára...

mergulhamos na eternidade.

E essa eternidade pode ser durante o tempo das nossas vidas!

Bjs

O Profeta disse...

Esta ilha não tem fortuna
Trocou-a por um curioso mistério
Este irreal e intenso verde
Que inunda o olhar mais sério

Nesta ilha há um beijo na tua procura
Nesta ilha as pedras não têm idade
Nesta ilha as juras são lançadas à maresia
Nesta ilha o sonho é janela da verdade

Doce beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

Ribeiro Pedreira: é que tudo tem uma máscara fina de eternidade e nessa ilusão que é viver vestimos tantas máscaras sem perceber. Mas sim, que seja a máscara certa.
Beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

Vieira Calado: :), sim as vezes.

Luiza Maciel Nogueira disse...

O Profeta: A janela da verdade...boa :) beijo.