terça-feira, 13 de julho de 2010

Recordando Drummond

1.
tira essa máscara vil de infinito
veste a máscara do instante
para nascer o raiar do dia
nos lábios disfarçados de tontos
para que possamos ver
que tem uma pedra no caminho
e a pedra é tudo que sei, tudo que vi,
tudo que serei, tudo que vivi


2.
metamorfose nos olhos
é segredo de quem ama
a ausência assimilada
e Coisa, coisamente
uma preciosidade 
enterrei no coração


3.
das coisas findas e lindas
Drummond já disse
se cavucarmos bem a gente
encontra a poesia
sem qualquer explicação
só beleza, caos
e um terno mistério...
até enlou-crescer
de paixão


8 comentários:

Fred Caju disse...

Tenho uma ligeira impressão que voltarei muito mais vezes...

Ribeiro Pedreira disse...

as pedras estão por todas as partes
vestidas de desejos
enterradas no coração
mas a poesia
sem máscaras
é que brinca de mistério
nos caminhos enlouquecidos
das paixões.

bjs!

Renata de Aragão Lopes disse...

Luiza,
que coisa mais linda!

"metamorfose nos olhos
é segredo de quem ama"

Beijo,
Doce de Lira

Vieira Calado disse...

Grato pela partilha.

Beijocas

lampâda mervelha disse...

Enlou-crescer de paixão...... agrada-me.

:)

A Magia da Noite disse...

se procurarmos em nós encontraremos tudo o que precisamos para atingir o nosso Olimpo

Luiza Maciel Nogueira disse...

Fred: por sua conta e risco. :) bjs.

Ribeiro: a poesia não está nem aí, ela brinca com o que vier da vida, faça chuva ou faça sol :) bjs.

Renata: grata, Drummond inspira. bjs.

Vieira: agradece Drummond. bjs.

Lâmpada: ah, essa é do Drummond. :) bjs.

Magia: sim, mas nunca sozinho. :), bjs.

Assis Freitas disse...

a poesia que permanece em nós, viva, pulsante,

beijo