sexta-feira, 20 de agosto de 2010

No jardim

(Árvores - por Luiza Maciel Nogueira)


1. Árvores

no jardim
a vida dança
reinam as árvores 
adormecidas à espera
da chuva ou na ânsia 
do próximo raio de sol

sonho eu
as árvores são vívidas
sagradas não desanimam,
nem anseiam
só cantam
silenciosamente


2. Vai e vem

vento vai
vento vem
as notas nas folhas
se alinham
em espaços
de tempos 


3. Sem perfume

talvez um soneto
se desfaça no olhar
de tantas ventanias


4. Silêncio

quem sabe 
versos surjam
para o soturno
embriagar-me
de beleza



5. Pela poesia

ainda reclamo
por uma poesia extensa
que derrame a claridade
sob a cidade densa
que seja sobre

árvores, jardins, silêncios,
mares, pássaros chuvas
amores, instantes, músicas 
porque só assim
a vida é imensa


6. Exigência

não tem graça
falar de tristeza
quando um verso
não é rio
que flui
na correnteza


7. Já era

te vi por aí
e aí
não te era
nunca sobra 
nós quando 
o instante
espera 


17 comentários:

AC disse...

A inspiração continua, e ainda bem.
Gostei muito da amplitude do(s) poema(s).

Beijo :)

Tania regina Contreiras disse...

Ah, mesmo a poesia extensa não vindo, vêm os poemas intensos...e vale a intensidade dos teus!
Beijos

Marcantonio disse...

Você está em uma produção, hein! E com qualidade. Essas árvores são belíssimas!

Beijo.

Mai disse...

Essas árvores têm vida, movimento de dança que se levantam no corpo do poema. beijos

Márcio Vandré disse...

A sua luz está nos versos, menina. :)
Parabéns!
Retribuindo a visita!

Na sua foto é um nariz de palhaço sem cor?
Beijo!

Márcio Vandré disse...

Não pode deixar perder a cor não, viu? Eu conheço um palhaço também (O da foto) e ele não deixa isso acontecer! :)
Um beijo!
Até mais!

Por que você faz poema? disse...

Belíssima postagem, de verdade.

Lara Amaral disse...

Queria fazer um piquenique neste seu jardim de árvores coloridas e palavras expressivas. Adorei o "Exigência". Gosto tanto de tudo por aqui...

Beijos.

Vanessa Souza Moraes disse...

Que versos surjam
sempre
para quem não suporta os silêncios.

Luiz Guilherme disse...

seu jardim e inspirador e encantador....lindo d+...

http://guilg7.blogspot.com/

vlw.

Lou Albergaria disse...

Magnífico seu blog! Pura Arte!

Bom demais estar aqui!

Beijo!!!

AC Rangel disse...

Um soneto, uma poesia tua não se desfaz no vento. São eternas.

Assis Freitas disse...

cada vez mais intensos os versos teus, nada de já era, tu és


beijo

Úrsula Avner disse...

Oi Luiza,

lindos poemas e uma bela tela em cores vibrantes... Cheguei ao seu blog através do blog da Lara Amaral. Prazer em contatá-la. Grande abraço.

Augusto César de Alencar disse...

Muito bom!... Vento vai, vento vem... ah... como eu gosto do vento!

José Carlos Brandão disse...

Que beleza, Luiza. As árvores cantam, ao vento, que traz tanto perfume.
Viva, viva!
Um beijo.

Canteiro Pessoal disse...

Maravilhosas as telas. O todo apresentado.

Priscila Cáliga