sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Brilhinho triste

(Rochas no mar - por Luiza Maciel Nogueira)


é sempre no silêncio
que te encontro
sem palavra que preencha
o vazio que deixaste
sem poema que nos salve
sem verso que nos una
apenas ternura, silêncio
e a beleza da gota
repleta de brilho 
viva no mar


15 comentários:

AC disse...

Luíza,

Deve andar num período muito criativo, pois continua a postar a uma velocidade estonteante. Mas, felizmente, fez um pacto com a qualidade, e o encanto continua...

Beijo :)

[ rod ] ® disse...

Às vezes é o silêncio que constitui a razão!

Bjs moça.

Lara Amaral disse...

Poema dorido e lindo, como todo silêncio da ausência poetizado.
Imagem de beleza e melancolia.

Beijos, querida.

Leonardo B. disse...

[de qualquer pedaço de cinza, da cinza que retornou à cinza, se refazem as coordenadas do dia: renasce em poesia]

um imenso abraço, Luiza

Leonardo B.

Marcantonio disse...

Mas, como poema essa gota provoca ondas brilhantes. E esse desenho é belíssimo. Aliás, o seu Paraíso é uma imagem-síntese: mar, sol, arvoredos, pássaros e um horizonte oscilante. Belo.

Beijo.

Assis Freitas disse...

se tem brilho, é fulgor que emana. há silencios que são festivos,

beijo

aluisio martins disse...

silencio bonito
poema grande
bom demais
abs

aluisio martins disse...

convido-te a me visitar tb em: http://hadoisblogsnaotevejo.blogspot.com/

grato
abs

Tania regina Contreiras disse...

A gota salva...faz luz onde deixaram sombras. Belo!
Beijos

Juan Moravagine Carneiro disse...

Ausência que se faz presente...

belo

abraço

Marcio Nicolau disse...

Tão bonito!

Augusto César de Alencar disse...

Às vezes um silêncio é mais bem vindo do que palavras mal ditas.

nydia bonetti disse...

achei tão triste, luiza, mas tão bonito. estas gotinhas pequenas de ternura e lembrança, tantas vezes nos salvam... beijos.

Fouad Talal disse...

o silêncio gota a gota inunda a gente
mar é.

bjo moça.

Ribeiro Pedreira disse...

tudo que a ternura revela é um mar doce de silêncio e um brilho aparentemente triste. não há salvação nos poemas, apenas diálogos.
bjs!