Música!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Entre moradas

(Rio que desagua no mar - por Luiza Maciel Nogueira)


1.
amanhece um desejo vago
de ternura passageira
na maciez dos beijos raros
olhos de gároa mansa
leve como brisa
a cantar a oração do ar

1.1
(tudo adianta,
tudo vale a pena
e em comunhão
tudo dança
no instante já)


2.
os ponteiros passam 
na mudez de outrora
sem elo que entorne
o espaço da partida
derradeira 


3.
o sem tempo
da beleza
arde os olhos
(até goteja)


7 comentários:

Leonardo B. disse...

[como se um relógio tivesse que se reinventar, não no tempo, mas noutro lugar do mundo]

um imenso abraço, Luiza

Leonardo B.

Ribeiro Pedreira disse...

arde a brisa leve que liberta os olhos das derradeiras gotas. um aceno indica a volta depois da partida. cada morada é um preenchimento.
bjs!

Úrsula Avner disse...

Oi Luiza, lindos versos num adorável poema... Seus desenhos são demais ! Levei alguns para minha pasta de imagens para usá-los em algumas poesias, se não se importa, com a devida informação de autoria. Bj e obrigada por sua visita e amável comentário.

Lara Amaral disse...

Ah! Uma lindeza só... Sempre suspiro ao vir aqui.

Beijos.

Marcantonio disse...

Moradas enamoradas onde desaguam o tempo e o vento instigante.

Beijo, Luiza.

P.S. Contínuas surpresas aqui, parabéns.

Assis Freitas disse...

o final do poema é incandescente, uma imagem e tanto,


beijo

p.s. que coisa mais bonita a tela Rio que desagua no mar

Luiza Maciel Nogueira disse...

Úrsula: sim, com prazer e por favor quando colocar uma imagem daqui deixe também um link no meu nome para esse espaço :)

beijo