segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Tempo leva

(Árvore da noite - por Luiza M. Nogueira)


a essa altura já percebeste  
a noite que diga: as estrelas brilham
as árvores dançam atentas
ao pormenor de cada brisa

a essa altura já devias sentir 
o tempo passar, das lembranças
poder sorrir dos seus mistérios

o futuro virá de qualquer modo
e o amor não importa
tanto assim quando fere

o que basta quando tudo silencia
quando somos muito ou pouco
um para o outro enquanto
ainda o desencontro
não nos abre uma porta
para o infinito nos levar

10 comentários:

AC disse...

A noite como pano de fundo, a poesia em tom de confidência...

Beijo :)

dade amorim disse...

Lindo poema, Luiza.

Beijo.

Fabio Rocha disse...

Meu Deus! Poema e desenho!!

José Carlos Brandão disse...

A Árvore da Noite é um desenho especial - e o poema é sugestivo como uma Árvore da Noite, com suas imagens de servidão ao tempo e suave desespero.
Um beijo.

Assis Freitas disse...

ao pormenor de cada brisa, eis o mistério do tempo, leve leva


beijo

Úrsula Avner disse...

Oi Luiza,

quanta poesia em seus versos ! Lindo poema ! O desenho é lindo como sempre. Obrigada pelo carinho de costume. Bjs.

Ribeiro Pedreira disse...

quando o amor dói lancinante, o silêncio se faz brisa em direção ao futuro e pode encontrar uma porta entreaberta para o infinito.
bjs!

Lara Amaral disse...

Árvore dos sonhos.

Beijo, linda!

Alice disse...

Você consegue surpreender sempre, a cada desenho, a cada poema.

Beijo

Marcelo Novaes disse...

Luíza,



Encontro/desencontro: tessitura humana.


Quem sabe um dia... ;)





Um beijo.