Música!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Haicais de pouso

(pássaros nos fios - por Luiza M.N.)



(já nada)
nada nas mãos
vento já não balança
nas tardes findas


(mudez)
pássaros nos fios
silenciam o canto
para depois


(esperar a dança)
após o sonho
criam-se outros sonhos
de esperança



(cansaço)
cansaço solar
uns dias no escuro
a lacrimejar



(suspiro)
já não resulta
fingir custa bem caro
deixa-me partir



(simples)
na escuridão
pela mínima luz
é fácil sorrir



6 comentários:

Assis Freitas disse...

muito bons, gostei


beijo

Alice disse...

luiza menina
escreve delicada
sorriso na gente.

lindos!

Lara Amaral disse...

Olhando o seu céu pautado
começa a escorrer a lágrima
[seria eu se(r)mínima?]
Cada pássaro marcando
compasso meu de solidão
nas linhas, mais parecem hastes
de violino que vêm e vão.


Um dos seus posts mais lindos, Luiza, amei tudo. =)

Luiza Maciel Nogueira disse...

Lara querida não sei se isso foi uma pergunta, mas o mínimo por vezes é imenso - o mínimo é o que brilha diante dos olhos, alguma esperança que nos passa talvez em pássaros...ninguém específico, a escuridão é um estado de espírito...no qual uma pequena luz nos alegra - nem que seja por segundos apenas.

beijo

Ribeiro Pedreira disse...

ausência de luz por vezes causa um certo desespero, mas desespero ainda é melhor que desesperança.
postagem maravilhosa, moça!!!
bjs.

BAR DO BARDO disse...

as entranhas de deus
são versos de luz

(bons haikus)