Música!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

POEMA PARA CRIANÇAS

(Desenho para o poema de Murilo
por Luiza Maciel Nogueira)


"NÃO"
por Hilton Valeriano



"O Murilo sempre dizia não.

Não para o pente
Não para o Sente!
Não para o pudim
Não! Não sem fim...

O Murilo sempre dizia não.

Até que um dia
o Murilo descobriu
que não podia
o que não devia
e assim o Murilo
aprendeu o sim."




POEMA PARA CRIANÇAS

(Desenho para o poema: O Pardal
por Luiza Maciel Nogueira)




"O PARDAL"
por Hilton Valeriano

"Sobre os prédios e fios elétricos,
árvores, casas e parques,
o pardal faz da cidade
seu habitat.

Passarinho cinza
sob o céu nublado
seu canto alegra os namorados.

Em praças e avenidas,
ruas cheias ou vazias,
tudo é morada
para sua ninhada.

Pardal.

Passarinho cinza
sob o céu urbano
seu acalanto nos faz mais humanos."















sábado, 9 de outubro de 2010

POEMA PARA CRIANÇAS




"O mar e suas ondas
conchas e mais conchas
arrastam para as areias.

O mar e suas ondas
envolto em sereias.

O mar e suas ondas
barcos e pescadores
embalam sob o céu de gaivotas

O mar e suas ondas
em ilhas ignotas."







quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Reorientação"

Presente escrito por Marcantonio acerca de um comentário


em: http://azultemporario.blogspot.com/



"Sim.
Por que falar da grande nuvem atípica
que escurece o mar
e fecha os olhos sem pálpebras
dos peixes?


Se há azul
é porque acima vela o sol
que incendeia a consciência
viva e fixa
das minhas células
que não se sabem temporárias."


escrito por Marcantonio


(Pôr do sol - por Luiza MN)
em 07/10/2010



esse silêncio
anoitece a alma
brisa versamor






Minueto de pouca sorte

(Borboleta - Luiza MN)


no som do minueto
os vaga-lumes
tremeluzem no silêncio
de cada nota

acende
apaga
acende

silencia
burburinho
silencia

a borboleta
nem aí
voa

para um dia
pousar insone
nos braços
da escuridão





segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ela


(Branca - por Luiza Maciel Nogueira)



ela olha pra você
ela te vê

a foto te diz
dos olhos dela 
nos olhos: ela

Sonho

(Sono por Luiza Maciel Nogueira)



oscilações do silêncio
nada e tudo
moram apenas numa palavra
dependendo do sonhador

o sono sereno de Catarina
nega a falta do amor
dizia ela que tudo era
amor, ternura e silêncio

o nada* era o tanto 
o canto era o nada*





*(amor, ternura e silêncio)




sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Voz

Toda palavra tem seu limite. Eu queria amor era através do silêncio superar todas as barreiras, mas também o silêncio tem seu limite que o nada infinito por ser livre demais, prende através da ferida.

Às vezes é preciso uma palavra apenas que dê início ao horizonte, mas te digo em segredo que as minhas esperanças tinham exaurido quase completamente diante do nada...cheguei a pensar que nunca mais voltaria essa voz que insiste em escrever para um ti, um ti sem destino, um ti desconhecido. Senti por instantes que seria o fim, sem mais os recomeços que me acompanhavam, apenas banhado à tristeza, multiplicando cada vez mais a perda desses poemas diários que "passam por nós e não vão sós"...

e assim compreendi, é preciso não ter nada para dizer para escrever, que só assim se diz do nada, o nada que dá margem a tudo e desse tudo eleger apenas uma gota, um pequeno poema que nos toque. Nos versos poder dizer da lágrima que toca quando a nota do tempo se esvai.

Calma. Escuta, o tempo também volta na lembrança. A lembrança também passa quando o sentido falece. O sentido é sem sentido. Por vezes o sentido é o encontro. E é preciso haver desencontros para se encontrar. Vês, é tudo é uma questão de tempo...

Já tinha saudades tuas, desse ti sem destino. Tomara que um dia nos encontremos na dança, nem que seja apenas por segundos, para um poema poder nascer em nós...



( por LuizaMN)