Música!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Minueto de pouca sorte

(Borboleta - Luiza MN)


no som do minueto
os vaga-lumes
tremeluzem no silêncio
de cada nota

acende
apaga
acende

silencia
burburinho
silencia

a borboleta
nem aí
voa

para um dia
pousar insone
nos braços
da escuridão





9 comentários:

Assis Freitas disse...

versos que bailam, cantiga ceciliana

beijo

Tania regina Contreiras disse...

Bonito visualizar a borboleta pousada nos braços da escuridão!
Beijos,

Ana F. disse...

Versos de muita sorte...
Belíssimo desenho!
Beijo

Zélia Guardiano disse...

Coisa mais linda, minha querida!
Sinto até um friozinho na barriga, principalmente quando você diz que a borboleta ainda vai pousar nos braços da escuridão...
Enorme abraço e beijinhos.

AC disse...

É a efemeridade das coisas...
Mas é tão intenso enquanto dura!

Beijo :)

Lara Amaral disse...

Nunca fiquei tão em dúvida: vaga-lumes do poema ou borboleta desenhada? De toda forma, tudo ficou inscrito em mim.

=)

Cris de Souza disse...

Sorte a minha deparar com tua arte, enalteceu minha madrugada.

Beijo.

Marcantonio disse...

A minha admiração insone acompanhou o pouso dessa borboleta feita palavra, e daquela que esplende em cores entre arabescos à maneira de Klint.

Beijo.

Marcantonio disse...

Você está certa: aquela postagem é atípica. Já volto ao rumo.

Posso pegar emprestado o seu desenho "Vista do Mar"?

Beijo.