(por Luiza MN)
ondula a noite em gestos de amor
sussurrante alguma música sorri
ao invadir o espaço em branco
com as sombras da invisibilidade
linhas dizem não
a escuridão destaca
a dança da bailarina
no precipício do instante
à beira do quase
sempre ainda
tão já
9 comentários:
Muito Bom!!... A bailarina ganhou uma vida junto com a poesia!... =)
Magnífico!
Beijo!
Por minha grande falta de jeito, mas com o desejo de também partilhar o espírito desta quadra, partilho de Vitorino Nemésio, um outro Natal,
«Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.»
Com um sincero desejo de uma quadra plena,
Um imenso abraço,
Leonardo B.
sim, pra ti e tua arte!
beijo, luminosa.
(na ponta dos pés, a bailarina vai longe)
Muito bom!
Parabens pelo belo poema, que capta com muita sensibilidade o dançar da bailarina, sempre no limite do imaginável, assim como pela a ilustração, que esta linda!!
Beijos
Renato
Gostei do desenho e do poema. parabéns
Bjs
Runa
o tão já, urge
beijo
e as palavras tornam a bailarina viva, real, mesmo à nossa frente**
Fique de olho em 2011 em um filme chamado O CISNE NEGRO, com Natalie Portman. Para mim o grande favorito ao Oscar. E voce não verá novamente com os mesmos olhos uma bailarina e o mundo do balé.
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