quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sombra de bailarina

(por Luiza MN)


ondula a noite em gestos de amor
sussurrante alguma música sorri
ao invadir o espaço em branco
com as sombras da invisibilidade

linhas dizem não
a escuridão destaca 
a dança da bailarina 
no precipício do instante 
à beira do quase 
sempre ainda 
tão já






9 comentários:

Augusto César de Alencar disse...

Muito Bom!!... A bailarina ganhou uma vida junto com a poesia!... =)

Lara Amaral disse...

Magnífico!

Beijo!

Leonardo B. disse...

Por minha grande falta de jeito, mas com o desejo de também partilhar o espírito desta quadra, partilho de Vitorino Nemésio, um outro Natal,

«Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.»

Com um sincero desejo de uma quadra plena,
Um imenso abraço,

Leonardo B.

Cris de Souza disse...

sim, pra ti e tua arte!

beijo, luminosa.

(na ponta dos pés, a bailarina vai longe)

Anônimo disse...

Muito bom!
Parabens pelo belo poema, que capta com muita sensibilidade o dançar da bailarina, sempre no limite do imaginável, assim como pela a ilustração, que esta linda!!

Beijos
Renato

Runa disse...

Gostei do desenho e do poema. parabéns


Bjs

Runa

Assis Freitas disse...

o tão já, urge


beijo

Phoenix disse...

e as palavras tornam a bailarina viva, real, mesmo à nossa frente**

Por que você faz poema? disse...

Fique de olho em 2011 em um filme chamado O CISNE NEGRO, com Natalie Portman. Para mim o grande favorito ao Oscar. E voce não verá novamente com os mesmos olhos uma bailarina e o mundo do balé.