Música!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Poema de breviedades fatais



fato breve, leve, terno
no caminho repleto de notas 
o presente é todo passo, 
compasso, ritmo, música

olhos nos olhos, semente de luz
o som da vida e seus encantos
habitam a flor, os beijos do sol 
dança que o olhar enternece

cabe a um poema de breviedades fatais 
dizer rapidamente de fatos extensos
a prosa mede o instante que flui eterno, 
o vento a percorrer as instâncias das palavras 
a poesia abriga magia, beleza, rima, encontros, paisagens
a música confere compasso, ritmo, som
e dentro sussurra todo silêncio de amor 

e depois cabe ao leitor
imaginar as imagens que as palavras sugerem
quando o verso se torna universo
em forma de oração







5 comentários:

Fred Caju disse...

Esse é idioma que gosto de ouvir: dar ao leitor responsabilidades. Afinal se temos trabalho de escrever, por que ninguém deve se dar o trabalho de ler? E é ler, não passar a vista!
Abraços, querida!

Paulo Becare Henrique disse...

A poesia recolhe os cacos da experiência.

Ana F. disse...

Oi, Luíza!
deixei uma postagem pra vc...
bj

Jorge Pimenta disse...

acabo de passar e conferir no ficta mores, luíza.
belos textos! lá e aqui :)
beijos!

Assis Freitas disse...

tu nos fornece poesia e imagens, assim misturadas de magia


beijo