fato breve, leve, terno
no caminho repleto de notas
o presente é todo passo,
compasso, ritmo, música
olhos nos olhos, semente de luz
o som da vida e seus encantos
habitam a flor, os beijos do sol
dança que o olhar enternece
cabe a um poema de breviedades fatais
dizer rapidamente de fatos extensos
a prosa mede o instante que flui eterno,
o vento a percorrer as instâncias das palavras
a poesia abriga magia, beleza, rima, encontros, paisagens
a música confere compasso, ritmo, som
e dentro sussurra todo silêncio de amor
e depois cabe ao leitor
imaginar as imagens que as palavras sugerem
quando o verso se torna universo
em forma de oração
5 comentários:
Esse é idioma que gosto de ouvir: dar ao leitor responsabilidades. Afinal se temos trabalho de escrever, por que ninguém deve se dar o trabalho de ler? E é ler, não passar a vista!
Abraços, querida!
A poesia recolhe os cacos da experiência.
Oi, Luíza!
deixei uma postagem pra vc...
bj
acabo de passar e conferir no ficta mores, luíza.
belos textos! lá e aqui :)
beijos!
tu nos fornece poesia e imagens, assim misturadas de magia
beijo
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