quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

poema de sopro e uma pequena nota

("te amor" de Judith Lauand resignificado- por Luiza M.N.)



abrigo a nota 
no peito vazio
nasce a dança 
sob a inspiração do riso
arfar a pele
conter o gesto

o corte do silêncio
do sopro úmido 
no poema gota
nasce a flor




12 comentários:

Leonardo B. disse...

[em cada letra, uma nota possível, uma palavra, um gesto que se torna voo, um sim, um não, um todo de "poema gota" que se multiplica até à possibilidade da flor]

um imenso abraço,

Leonardo B.

Vanessa disse...

BElo poema Luiza. Linbda imagem também! Estou encantada pois as notas musicais andam, passeando pelos blog que visito! Abraços!

Cris de Souza disse...

arte inspiradora...

beijo luminosa!

Ana SS disse...

De peito cheio, deixo.

Assis Freitas disse...

essa nota se expande altíssima,


beijo

Jorge Pimenta disse...

poema em espiral, onde de uma pequena nota tudo se torna possível.
flor de pétalas perfumadas, esta.
beijos!

Rodrigo Braga disse...

"Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio"
(Cartola)

Lindo poema e linda figura.

Na maioria das vezes quando nos falta palavras surgem notas musicais.

Jorge Manuel Brasil Mesquita disse...

Com a cor do silêncio
serei ungido pela noite
e na gota de uma flor
aspiro o orvalho da pele
e dedilho as notas
do poema que se canta
nos jardins da infância,
nos espelhos da idade,
para erguer uma manhã
feliz com a luz do Sol.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 28/01/2011

LauraAlberto disse...

adorei o "corte do silêncio".
fosse possível desfazê-lo, com uma simples facada!

Aproveito para agradecer o seu comentário e visita ao meu blog!
Obrigada!

O desenho cai perfeito no poema!

Beijos
Laura

nydia bonetti disse...

basta uma nota, uma gota, um sopro... e o poema brota "feito flor, feito gente, feito semente..." beijoos!

Lara Amaral disse...

Suas cores me deixam mais feliz, e seus poemas são delicadas gotas que catamos com carinho.

Beijo!

Paulo Becare Henrique disse...

Num peito vazio cabem muitas notas, danças e poesias.