quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Empurrão




- As nossas dores são tão banais, nossos amores tão infantis, nossa felicidade tão triste, tão frágil... O medo é uma porta Fábio, mais um passo e caímos no abismo...o medo é desejo de cair em forma de dor... 

- O medo é humano Mia... (pausa) todos queremos nos sentir seguros. 

- Poucos mergulham no desconhecido por opção Fábio...a maioria das pessoas são empurradas a...

- A serem fortes, frias e neutras...com o tempo nada as toca.

- A serem frágeis Fábio, não há fragilidade maior que fingir que nada toca, não há imbecilidade maior, não há desperdício maior...

- Mia, as vezes isso também é tão humano quanto...todo mundo tem um canto que prefere que fique no escuro...nem tudo toca, nem tudo é fingimento, nem todo silêncio é frieza Mia. Por vezes o que não toca não é frieza, mas falta de sintonia...nem todo mundo tem isso um com o outro. Aliás são poucas as pessoas que fazemos conexões fortes o suficiente para abalar as nossas vidas...poucas, muito raras. A vida Mia é feita também de desperdícios, condição intrínseca para os encantos valerem a pena... 





8 comentários:

Ana SS disse...

medos e desperdícios...demasiadamente humanos.

Vanessa Souza Moraes disse...

O medo paralisa, mas também protege.

http://vemcaluisa.blogspot.com/

Ana disse...

Lú o medo é humano sim e muito. Beijão

Jorge Pimenta disse...

"O medo é uma porta Fábio, mais um passo e caímos no abismo"
o medo arrasta novos medos numa espiral que conduz à destruição da auto-estima, da capacidade performativa e da realização pessoal.
abaixo o medo!
beijos sem receio :)

Luiza Maciel Nogueira disse...

Ana SS: sim, demais Ana e a palavra diz o que precisamos ouvir - aceitação da nossa fragilidade. Beijos

Vanessa: quando o medo paralisa vive-se de medo - quando o medo protege é quando temos sensibilidade suficiente para ver que algo pode nos fazer mais mal do que bem e portanto fugimos do perigo. Beijos.

Ana: sim, humano e aiai por vezes transborda desnecessariamente. Beijo linda.

Jorge: por vezes sim, por vezes é melhor escutar o que ele, otal do medo, tem a nos dizer. Beijos.

Assis Freitas disse...

por vezes é muito raso nesse mar profundo de (es)colher essencias,


beijo

Anônimo disse...

Gostei dessa reflexão...
o medo muitas vezes paralisa a gente, mas em alguns casos nos protege quando temos sensibilidade de vermos algo que nos faz mal - penso que nesse caso temos o medo, que nos alerta, mas tambem temos consciencia sobre os fatos. Nunca podemos deixar que o medo nos tire a consciencia.

Beijos Luiza,
Renato

Paulo Becare Henrique disse...

Sabe o que é extremamente interessante nos seus diálogos, Luiza? Quase sempre acho que os dois interlocutores têm razão.