segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Poema Flor


(Luiza Maciel Nogueira)

1. Pétala
tremeluzia ela
nas mãos
delicada e leve
de silêncios e maciez
a ternura na pele
ao sabor do delírio
arrancava todo fel


2. Espinho
na ânsia das mãos
a lâmina fez o corte
imprescindível
doce delírio
amargo mistério
já com cautela
inebrio a flor
de lento desejo


3. Néctar
depois 
espera pelo gole
o doce suco
da flor do tempo
o ritmo do prazer
em suave delírio
brisa do mar nos olhos
com pálpebras fechadas
o perfume do amor
até a garganta
gotas de luz





9 comentários:

Assis Freitas disse...

tríade floral: pétala/espinho/néctar

lembrei a flor e o espinho: eu quero passar com a minha dor


beijo

Lara Amaral disse...

Lindo versos, flor bela!

Beijo.

Ana F. disse...

adorei o crescente de prazer nos textos...

"o perfume do amor/ até a garganta"
ficou demais!

Anônimo disse...

Lindo poema, somente uma Poetisa pode ver uma flor com tanta sensibilidade! Parabens tambem pela ilustração!!

beijos,
Renato

Suzana Martins disse...

Das flores: o perfume das palavras!!!

Anônimo disse...

Tudo Bem? bonita esta página está bem organizado.........bom trabalho :)
Gostei muito Continua assim !

Luiza Maciel Nogueira disse...

tudo ótimo Anônimo, espero que com você também. obrigada pelas palavras e incentivo. :)

José Carlos Brandão disse...

Os olhos deliram
com o mistério da flor:
beleza contida.

É o segredo de um poema
essa beleza contida.

Beijos.

Cris de Souza disse...

natureza elevada!