quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quando entardecer*


(Árvore do fim da tarde por Luiza Maciel Nogueira)



é tarde para se aproximar
é cedo para ir embora
é quase, é ainda, é enquanto
os amores forem escuros cantos
as avenidas forem de saudade
a pele do verso for desejo
a música uma dança de notas

espera da incompletude o verso
do silêncio um sopro, uma oração
do encontro o beijo, o abraço, 
o passo, o toque, o presente
a vida um universo de possibilidades
é tão tarde, tão cedo, tão já




13 comentários:

Paulo Becare Henrique disse...

Quando entardecer pode ser tarde demais ou cedo o suficiente.

Tania regina Contreiras disse...

é quase, é ainda, é enquanto...


Beleza em versos e imagem, Luiza!
Beijos,

Zélia Guardiano disse...

É tão cedo, tão tarde, tão já...
Concordo plenamente minha querida, envolvida com o tempo, como ando...
Lindos os seus versos!
Um encantamento...
Beijos, Luiza!

Jorge Pimenta disse...

a sinfonia do tempo no eco dos amantes. inevitavelmente.
beijos!

Maria Rita disse...

...tão intenso!


Beijos pra Ti

Leonardo B. disse...

[do quanto se desgasta o dia, mas não a palavra que o reclama; tão reforçada...

"é quase, é ainda, é enquanto..."

... enquanto a palavra, tão somente, "tão já", acontece!]

um imenso abraço,

Leonardo B.

AC disse...

Não há receitas para a hora certa...
Adorei, Luiza!

Beijo :)

Marcantonio disse...

Entardecer, tão tarde para ser...

Mais um belo desenho: a árvore de fim de tarde parece já capturar estrelas de cores.

Beijo, Luiza.

sidnei olivio disse...

Belos versos e bela imagem da tela e dos versos. Abs.

Lara Amaral disse...

Ah, que desenho mais lindo. E sempre seus versos singelos para acompanhar!

Beijinho!

Ana SS disse...

o agora nunca chega.

A. Reiffer disse...

Excelente teu blog, textos de qualidade, parabéns!

Noslen ed azuos disse...

tão já, creio q perseguirei uma foto para esta frase fotografia rs

bjs
ns