Música!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Para Nydia Bonetti


(Luiza Maciel Nogueira)

"celebração

peço silêncio:
há uma flor
se abrindo no jardim"

por Nydia Bonetti





"véspera

espero
ainda
ver
da tua
mão
brotar
a flor"

por Nydia Bonetti





(Luiza Maciel Nogueira)



dedico esses pretenciosos sumi-ê(s) a Nydia Bonetti que é uma poeta na qual admiro muito e foi quem me motivou e inspirou a começar a desenhar com sumi-ê.


gota de luz
sumi-ê de Nydia Bonetti
beija os meus olhos






Grata pela beleza poética Nydia, realmente realizas preciosos sumi-ês.

Um beijo do lado de cá.



Lá no SemprePoesia

Esses dias estou no SemprePoesia junto com a maravilhosa poesia de Úrsula Avner:





terça-feira, 22 de março de 2011

Noite



Disse a ele que não iria desistir, 
que o tempo não iria nos levar embora, 
mesmo nessa época de destruição 
e desprezo pela poesia, pela beleza, pelo amor. 
Quem poderia imaginar que os olhos 
se cansariam da ilusão das palavras, 
mas não do teu sorriso, não do perfume delas 
quando sobem até a superfície e beijam, 
acariciam a pele do amor...
a palavra que nunca direi. 

O resto do que fica 
talvez abandonado em nós, 
a solidão da palavra, 
a saudade de quem se foi 
e a vontade frágil de ser 
invencível, alegre, forte. 
Não ser tudo isso, ser quase nada. 

Ter o tempo para morrer 
de insatisfação ou morrer de amor, 
talvez apenas confessar que sim 
a esperança é a última que se vai...
no entanto a poesia não morre, 
ainda que o olhar se desgaste 
e as retinas se cansem da beleza fria 
do mundo em chamas.






sexta-feira, 18 de março de 2011

Voz serena


(Passarinhos por Luiza Maciel Nogueira)


aposento a palavra
é sempre o traço
que seduz o silêncio
como uma prece sem fim
de íntima saudade
o canto dos pássaros
o toque da chuva
as árvores em dança
o tempo que lento
se despede
também canta 
em segredo




quarta-feira, 16 de março de 2011

Lá no Poesia Infantis de Úrsula Avner

Uma bela poesia com um desenho simples meu. Vão lá ver:


http://poesiasinfantisdeursulaavner.blogspot.com/2011/03/doce-liberdade.html



Além disso tenho uma novidade minha obra de rabiscos em sua maioria pode ser encontrada agora no facebook através desse link:

http://www.facebook.com/photos.php?id=100000697105924


Presentes em versos: a diversidade do encontro do olhar




"choveu na horta de maria
não foi chuva
foi sangria"

Roberta Silva Pinto


"chove
até nas rosas
lágrimas cinzas."

Marilia Kubota


"pétalas como lágrimas
em gotas de chuva
caem por terra"


Ianê Mello


"Nuvem negra
mãe que chove feito
o choro dos filhos tristes."

Noslen ed azuos


terça-feira, 15 de março de 2011

(...)*


(infinda lágrima
raio de tempestade
pele desvela canto
desencontro sem fim
menino lindo
abre seu sentir
o tempo em silêncio
desfolha as rosas 
em forma de oração

por Luiza Maciel nogueira)



Abstrações




seguinte intante
me deixe só
é uma coisa x
juntos, eu e você somos mais
x mais x é quanto?
não sei se te satisfaz
se y ou w ou z
mas não sei até quando
anulo o x com o y ou w ou z
e se for a ou b ou c 
ou outra letra desconhecida
e se for um ponto ou uma vírgula
e se não for nada disso?
e se for apenas eu e você?
sem definição possível 
no dicionário
indefinição completa
só pele, osso, sonhos 
e algumas moléculas



segunda-feira, 14 de março de 2011

Poema do presente da natureza


(por Luiza Maciel Nogueira)


mar e onda
desse jeito
dança na areia
sobre rocha
no horizonte
o sol se põe



no mar
água cristalina
soube brilhar
ondulações
repercutem no mar
água salgada
percorre imensidão

natureza é vida
vivida é linda
dança 
por todo e sempre
nos olhos
na pele
nos ouvidos
nús do lixo


(não jogue lixo
no poema da natureza
por favor)

Poema sobre uma cabeça fechada


cabeça fechada
lá não entra mais nada
nem idéia livre,
nem pensamento louco
já não voa, já não muda
nem nada
só entra coisa furada
idéia pronta, velha, gastada
se um pássaro voa lá e é diferente
não olha, não sente, não existe
julga que é errado, demente
não sabe, não sabe,
um dia vai aprender
o chão não existe
é tudo ilusão
e então aquele louco 
na verdade é são



Pétalas, lágrimas, chuva


infinda pétala
queima o olhar
lágrima seca
solidão
a flor que nasce
também se desfaz
em beijos noturnos
nutre a terra 
o desejo da vida


pele pétala
carece a cicatriz
no corpo do poema
claro sem luz
despedida sem adeus
chuva nos olhos
esquecer a face
afogar o sonho
ter outra raiz
para crescer
em outro coração
e então ser 
talvez amada



Poeminha bobo



você não sabe
da metade de mim
eu, um enigma
para ti
você não sabe
do tanto pouco
muito louco
que passei
só por ti
você não sabe
de mim
e ainda julgas
que sim



quinta-feira, 10 de março de 2011

Impossibilidades quem sabe possíveis: o amor isento de cobranças


(Solar e Bola de Pêlo - por Luiza Maciel Nogueira)


- As pessoas amam como podem Mia e não existe beleza maior do que isso. O amor não se compra, não se vende, vem de graça e não pede por absolutamente nada. Apenas existe.

- Que idealismo, hein? Então Fábio, prá que serve a realidade mesmo?

- Só pra encher o saco.



quarta-feira, 9 de março de 2011

Poema de céu azul e pássaro


(tranquilo - por Luiza Maciel Nogueira)


Quando 


não tenho mais 
tanta pressa
que o poema
nasça quando
quiser
sob os dedos
cante
ao meu amor
quando assim
ele se for



Sob o céu


acima nasce
outro horizonte
ainda azul como tu
ainda pássaro
equidistante
ainda vivo 
sob o céu voaria 
em eterna poesia


Ternura sob asa


velo o horizonte
que azul percorre
as retinas do olhar
corre ave e voa alto
onde qualquer 
desencontro encontra
a asa
pousa onde deve
e deixa que um dia
azul te leve



sexta-feira, 4 de março de 2011

Sol, céu, fá


(Ipê e pássaros migratórios - Luiza Maciel Nogueira)


corre vento
voa pássaro
no ar do sonho
a pele em sinfonia
versos de brisa
passam e vem
sob o céu
horizonte fiel
queria sim
fazer da distância
o fim
fazer do teu riso
o lar sob a boca
na pele do amor
o corpo do beijo
em pequeno desejo
que arde de sol
de céu, de fá,
que arde no ar



quinta-feira, 3 de março de 2011

Olhos de urubu


(Urubu - por Luiza Maciel Nogueira)

Ele me olhava indefeso, com pouco medo
e seus olhos adormeciam nos meus.
Olhos negros de bicho.
Seu estômago gritava por carniça, por sangue.
O peixe exalava o aroma da morte.
Ele cedia um passo após o outro,
deixava-me aproximar.
Eu via a fome, eu sentia a dor,
não tive medo, não tive nojo.
Tive fome, se pudesse também devoraria
o peixe morto na areia
limpava a areia com minha baba
deixava só osso, mais nada.





Lá no Umbigo do Sonho

Ontem, com muito prazer estive lá:

http://umbigodosonho.blogspot.com/2011/03/o-ano-novo-deste-mes.html

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Urubu


(Título em suspensão - por Luiza Maciel Nogueira)



era um urubu 
que lá no alto voava
em busca de sangue,
em busca de carne
era um urubu 
e tinha a sua beleza
no céu nublado 
as ondas deslizavam
e deslizavam pelo vento, 
pela gravidade do amor
um urubu lá no alto voava
a procura de alimento
peixes mortos na areia
em decomposição
era um urubu 
que comia os restos 
e voava




Poema do café pela manhã



(Café 2 e 3 - por Luiza Maciel Nogueira)



1. Primeiro gole
sorver nos lábios
o prazer do aroma
ao que finda
despertar o passo 
arregalar os olhos
encontrar cor

2. Aroma
a essência das manhãs
no parque dos girassóis
os goles de sol
até o efeito passar


3. Efeito
desperta a pele 
e o olhar
chega de sono
hora de acordar
depois por favor
enche a xícara
mais café




Pelo canto


(Janela por Luiza Maciel Nogueira)


desgrudo os lábios
dos teus olhos, da tua pele
sopro o pó do amor
não quero sufoco
canto só pelo canto