terça-feira, 22 de março de 2011

Noite



Disse a ele que não iria desistir, 
que o tempo não iria nos levar embora, 
mesmo nessa época de destruição 
e desprezo pela poesia, pela beleza, pelo amor. 
Quem poderia imaginar que os olhos 
se cansariam da ilusão das palavras, 
mas não do teu sorriso, não do perfume delas 
quando sobem até a superfície e beijam, 
acariciam a pele do amor...
a palavra que nunca direi. 

O resto do que fica 
talvez abandonado em nós, 
a solidão da palavra, 
a saudade de quem se foi 
e a vontade frágil de ser 
invencível, alegre, forte. 
Não ser tudo isso, ser quase nada. 

Ter o tempo para morrer 
de insatisfação ou morrer de amor, 
talvez apenas confessar que sim 
a esperança é a última que se vai...
no entanto a poesia não morre, 
ainda que o olhar se desgaste 
e as retinas se cansem da beleza fria 
do mundo em chamas.






7 comentários:

Ana disse...

Eu também adorei esse filme. Filmaço!

Beijos

Sandra disse...

A poesia jamais morrerá enquanto no mundo existirem almas sensíveis como a tua.
Beijo

Suzana Martins disse...

POesia, a alma eterna!!!

Lindo!!

Beijos

Sandrio cândido. disse...

Que beleo resgatar da leveza dos versos.

F. disse...

Menina voce escreve maravilhosamente...

Assis Freitas disse...

vou procurar essa tua inspiração,


beijo

Cris de Souza disse...

caí de quatro nesse blues...