(Título em suspensão - por Luiza Maciel Nogueira)
era um urubu
que lá no alto voava
em busca de sangue,
em busca de carne
era um urubu
e tinha a sua beleza
no céu nublado
as ondas deslizavam
e deslizavam pelo vento,
pela gravidade do amor
um urubu lá no alto voava
a procura de alimento
peixes mortos na areia
em decomposição
era um urubu
que comia os restos
e voava
13 comentários:
Gostei; singelo e lindo.
Beijos.
É preciso aprender a enxergar a beleza dos céus cinzas.
[já em si, todo o verso é voo, é asa que revolve o céu, remexe o ar, devagar]
um imenso abraço, Luiza
Leonardo B.
em tempos de nuvens urubu vira guia...
beijos claros!
ei, me lembrou "A grande onda de Kanagawa"...
bjos!
Fouad: sim, é de propósito Fouad, tudo começou com Kanagawa - uma influência fortíssima nas minhas ondas, sobre o mar que desenho. Ele, Van Gogh, Picasso e alguns outros que me inspiram - hoje em dia é tudo tão carnívoro, uma atividade de comer a arte que aparece na frente e refazer, resignificar, resurgir algo novo (porque não vomitar). rsrs Beijão.
A poesia que se compõe em meio aos versos de uma natureza simplória...
Beijos
até urubu fica bonito.
Sempre haverá urubus.
http://vemcaluisa.blogspot.com
Tom Jobim tem um disco lindo chamado Urubu, gostei do "título em suspensão" do quadro - prá que outro
beijo
Beleza livre que percorre o ceu infinito,,,assim como infinito é o amor...obrigado pela visita...volte sempre que desejar...belissimo seu blog...grande beijo de boa tarde.
Tal como nós, o urubu em algum momento pode ser mais que um urubu, pode ser poesia.
Cadinho RoCo
Tal como nós, o urubu em algum momento pode ser mais que um urubu, pode ser poesia.
Cadinho RoCo
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