segunda-feira, 14 de março de 2011

Pétalas, lágrimas, chuva


infinda pétala
queima o olhar
lágrima seca
solidão
a flor que nasce
também se desfaz
em beijos noturnos
nutre a terra 
o desejo da vida


pele pétala
carece a cicatriz
no corpo do poema
claro sem luz
despedida sem adeus
chuva nos olhos
esquecer a face
afogar o sonho
ter outra raiz
para crescer
em outro coração
e então ser 
talvez amada



2 comentários:

Leonardo B. disse...

[dentro da mão da palavra tudo renasce, intacto, luz abrupta na linha do verso cravada]

um imenso abaço, Luiza

Leonardo B.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Leonardo: obrigada Leonardo pelo doce comentário. Imenso abraço. Bjs.