quinta-feira, 14 de abril de 2011

Caminhante rumo ao mar



(por Luiza Maciel Nogueira)



era todo sorriso
olhos de chuva crescente
mal sabia de seus rumores
escuro não era
foi de uma presença leve
depois a verdade 
quis bater na minha porta
a chuva era apenas minha tempestade
onde encontrei em quem gotejar
depois o tempo levou
o silêncio vibrou no infinito
e isso me bastou







12 comentários:

Ana disse...

Lulu que lindo isso. Acho que você escreve muito. Depois me conta como anda o projeto da exposição. Beijos

Jorge Pimenta disse...

"a chuva era apenas minha tempestade"
temo, sobretudo, a chuva que alaga o corpo e apodrece a alma. deixa nos ossos a tatugaem com o seu nome e os homens desaprendem de ler.
beijinho com sol, querida luíza!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Ana: daqui uns meses sai a exposição!! Eba!! Mas é que falta uns tantos quadros ainda pra ficar boa. Bjinhos

Luiza Maciel Nogueira disse...

Jorge: não tema Jorge que já dizia Clarice que perder-se tbm é caminho. É que eu sou da opinião que a vida segue seu rumo, certo ou errado a vida sempre segue. Beijos

Suzana Martins disse...

O silêncio: a melhor melodia tocada em versos...

Beijos

Ribeiro Pedreira disse...

por vezes o mar vira chuva, tempestade e alaga tudo e depois tudo volta a ser água. a vida é cíclica, às vezes ciclônica.
bj!

Long Haired Lady disse...

o tempo, ele, sempre senhor de nossos caminhos...

Leonardo B. disse...

[e em silêncio se guardam as palavras... como dois bons companheiros na mesma viagem]

um imenso abraço, Luiza

Leonardo B.

Sônia Brandão disse...

"olhos de chuva crescente"- gostei dessa imagem. E o desenho, bonito como sempre.

bjs

Luiza Maciel Nogueira disse...

beijos em vocês e obrigada pelas palavras!

AC disse...

Depois da passagem do vento, apenas fica o que tem que ficar...

Beijo :)

Assis Freitas disse...

banhadas as palavras escorregam em cascata,

beijo