quarta-feira, 13 de abril de 2011

Poema de esquecimentos urbanos


(Paisagem de Igarapava - por Luiza Maciel Nogueira)



onde nasci 
o mato é maior 
que qualquer edifício
a cidade é uma vírgula
no meio do matagal

hoje em São Paulo
a vida não para
a poluição afoga qualquer rio 
e toda selva é multidão afobada
edifício em construção
concreto sem chão

lágrima de esgoto
que vai pro lixão
e ninguém percebe

(até esqueci
de regar a flor,
escutar o tempo,
tomar sol,
orar com os pássaros,
apreciar o pôr do sol)




11 comentários:

Ana disse...

lindo Lulu!

beijo

Lara Amaral disse...

Tela linda, Luiza! E belos e sinceros versos!

Beijinho.

José Sousa disse...

Oi Luiza!
Te descobri, faz já um tempo, e pensei em ser teu seguidor. Hoje vou celebrar esse momento já com um "Beijo". Gosto de poesia, também tenho o meu canto só de poesia. Mas, por agora te convido a passar pelo meu "Transpondo Barreiras" e ser conhecedora de minha história de vida!

Um beijo em teu coração.

Zélia Guardiano disse...

Magnífico, minha querida Luiza!
Feflexão que me pego fazendo com frequência sem, contudo, encontrar palavras , assim, tão exatas!
A ilustração, outro encantamento à parte...
Bravo!
Abraço bem forte.

Tatiana Bonotto Cake Designer disse...

Adorei.

Estou passando por aqui para convidar voc~e para conhecer meu blog.

Quando puder passe por lá, vai ser um prazer ter sua companhia.

www.tatidesignercake.blogspot.com

Assis Freitas disse...

magistral,


beijo

dade amorim disse...

Nunca esquecer, Luiza. É preciso manter a intimidade com a natureza, sempre. Um poema de verdade(s).
Beijo pra você.

Andressa disse...

orar com os pássaros :)

Fouad Talal disse...

ei lu!

essa tela foi feita com tinta e lápis de cor?

belíssima!
bjo!

Ribeiro Pedreira disse...

"São São Paulo, quanta dor"

(Tom Zé)

teus desenhos sempre têm cheiro.
bj!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Fouad só tinta aquarela - no meu caderno novo :))

beijinho