segunda-feira, 30 de maio de 2011

Toda Lira (para Cris de Souza)



(Cris de Souza - por Luiza Maciel Nogueira)


a lira reveste
nudez em pele
branda, táctil, tanta
sorri, morde, provoca
faz dançar essências
pernoita versos,
canta veias
lira imensa
faz delirar poemas

onírica onda
repercute nas bocas

Sob

nas mãos
o silêncio
vibra infinito
uma pétala,
uma flor,
um vestígio
encontro
teu olhar


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Templo


respeite o tempo
o toque do silêncio
o fluxo da seiva
o aroma do infinito
a dança dos vendavais
o som das montanhas
o turvo, o lume, a sombra
os mistérios do mar
a gota, a chuva, a tempestade
a morte, as ondas, o ar,
e o beijo da palavra

(respeite)




quarta-feira, 25 de maio de 2011

Éter




violinos, violoncelos, flautas, acordeões
uma orquestra de luz
sinfonia em sol maior
um ramo de jasmins em cima do teu piano
permanece e as notas flutuam
o som vibra leve pelo ar
o maestro sorri ao expandir pelas mãos
a música pela oração do tempo
pequenas pausas de silêncio
embriagam os sentidos em uma garoa
de lírios, jasmins e flores de todas as cores
a pele arrepia, os olhos brilham
o portal se abre

(do outro lado a vida é éter
dizem que a poesia mora lá
e até refletir sua luz
depende de uma criança acreditar)



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Concha


(do sonho - por Luiza Maciel Nogueira)


gota de prata
e o som do mar
lua sobe sobe no céu
canta a concha
sob a nuca
sopra a memória
do seu lar
(sopro quente)

na pele
todo verso
é quase sopro
que toca
(em sol)

com o tempo
o som semente
amadurece
quem sabe
um dia
brote luz




domingo, 22 de maio de 2011

Reverberar


(Mundo violão - por Luiza Maciel Nogueira)



no princípio era o fogo
depois de tantas transformações
o tempo já não pedia por pele
o desejo já não movia destinos
a esperança já não regava anseios
mas tudo em continuidade 
sempre dança em poesia, música e oração 
apesar de falsas premissas
ilusões ou verdades
o mundo se movimenta 
em ondas de sonhos a reverberar
dia e noite 
avessos de imensidão inconsciente
e toda luz é 
um ponto livre de interrogação
a dançar no universo

(sem explicação)





sexta-feira, 20 de maio de 2011

A guerra das cores


(Maestro e a guerra das cores - por Luiza Maciel Nogueira)


arte labirinto
cores que emanam, se amam
sonhos que se confundem
verdades e mentiras
coisas iguais e tão diferentes
formatos, traços, gestos, olhares
cores que se mesclam
viram uma só, em caos
um que é todos, ninguém
ciclo, cor, música, mosaico de sons
não em sintonia, mas em guerra
azul abraça amarelo que beija rosa
vermelho luta com sangue nas veias
lilás escuta e o preto apenas observa
a guerra, o sangue, a paixão e a dor
e depois se esconde 
em baixo da cama com medo
de violência gratuita





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Là no MeuLampejo



Enquanto eu estava de férias a queridíssima Mirze postou uma linda poesia lá no Meulampejo, vejam lá e tem lá também um desenho que fiz esses dias:

http://wwwmeulampejo.blogspot.com/



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Versos: o encontro dos olhos II

(Lararirá - por Luiza Maciel Nogueira)
pássaro voa 
espalha a música 
ao seu redor
(Ana M.)
"Nas asas canção sempre haverá uma melodia livre em sol maior num céu menor..."
(Suzana Martins)
"Meu canto avoado bate asas
No céu
desenhada em acordes
a liberdade que não posso
al(can)çar"









"pássaro a voar
como a música
que vai longe no horizonte
livre a cantar

quando a mente voa
não há limitação
para expressar
o que há no coração"

(Renato Nogueira)


“Que seja a poesia, notas de cores brandas
cintilante aurora
a trazer ao céu cinza
as cores da esperança
na canção dos sonhos outrora perdidos ”


(Sandrio Candido Pereira)
http://aalmaearosa.blogspot.com/








“Em seu infinito vôo
pássaro liberto
sons de primavera”


(Ianê Mello)
http://dialogospoeticosimello.blogspot.com/
http://ianemellomeusvideopoemas.blogspot.com/
http://labirintosdaalma.blogspot.com/
http://ianemello.blogspot.com/








“um pássaro
no fio molhado dos meus olhos
canta sol”


(Nydia Bonetti)
http://nydiabonetti.blogspot.com/








“Sombra e pontilhado alado”


(Lima Barbara)
lesadosemgeral.blogspot.com







”...lá onde o vento canta a me chamar, voar , voar...até o ponto onde se funde chegada e partida...alegria e tristeza, vida em movimento.”


(Sandra Rodrigues)








“Deslizes de sombras
em voos compartilhados
espalha-versos.”


(Carmen Silvia Presotto)
http://vidraguas.com.br/wordpress/








“voo rasante
pura arte
num quadro poético...”


(Maria Da Luz Castro)








“Na pauta dos fios elétricos
as vozes da manhã cantam
ao Pássaro Maior.”


(Beto Palaio)








“Leve, canta, voa livre, repousa
o pássaro alado ao lado dos seus
volta, canta livre e... voa


(para ser lido de forma circular, como um Mantra)”


(Arluce Gurjão)








“acordes vem
na trilha sonora
o passo do vôo”


(Ines Lempek)








“sinfonia de pássaros que encantam a paisagem dos olhares... “


(Ydeo Oga)
http://fragmentosydeooga.blogspot.com/






"A pauta é: O re.Canto dos Pássaros! ...♫ a.DÓ.RÉ.i...eLA MI.FÁz brincar con.SI.go até SOL.etrar...♪"


(Tonho Oliveira)
http://6vqcoisa.blogspot.com/
http://arquitetonho.blogspot.com/








“um (en)canto que me canto em qualquer canto, esse lindo cântaro”


(Samara Bassi)


http://123amarelinha.blogspot.com/
http://shimariah.blogspot.com/










"lírios, jasmins, orquestras,
céus, sóis, pássaros, despedidas
querer tocar
um milímetro que seja
de ti"


(Luiza Maciel Nogueira)






terça-feira, 10 de maio de 2011

Livre para umas palavras*


(Lararirá - por Luiza Maciel Nogueira)




(livre
para umas palavras
tuas*)




*para ti se quiser ousar escrever

(mande para tainha21@hotmail.com 
ou deixe na caixa de comentário
que depois publicarei ao longo da semana)


Tenha um ótimo dia!





(Lararirá - por Luiza Maciel Nogueira)







Nada é só, tudo é junto.


(A flor do desejo em cores - por Luiza Maciel Nogueira)



a mudez de outrora
não preenche os lábios
de azuis nos olhos nús
não abandonei o tempo,
segui rumo ao dia
não cansei do mar,
apenas fiz silêncio
de trovejar enigmas








sexta-feira, 6 de maio de 2011

Despedida: onde existe finitude

 

- Eu queria te ajudar Fábio, mas você já é bem grandinho para saber como se cuidar. Sou eu que preciso de ajuda, não você. Eu não posso te ajudar quando na verdade o que preciso é me cuidar.

- Mas então você vai embora? Mia, eu vou sentir a sua falta...

- Por um tempo talvez sim e depois você esquecerá de mim...

- E você vai esquecer de mim?

- Vou.

(Fim dos diálogos de Mia com Fábio) 




*

Notas sob céu


orquestras de sol
compõe o horizonte
notas dançam e voam

o vendaval sorri
leva adiante o som
a prece do sol

luz sob céu
raios solares
tudo dança
e exala mistério



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Série sombras


(Dançarina e pássaros)


(Piu)


(Preto livre)


(Bailarina e pássaros)


(beija-flores)


(casal torto)


(Gota)


(Casal)


(ilustração para Cadernos de Luísa)


(Conclusão)


(Neurose)



(Mulher)



(A flor do desejo)




segunda-feira, 2 de maio de 2011

Finitude



talvez em uma ocasião
em dia de sol ou luar
a pele possa 

apenas cantar
e sem distorcer a música
os lábios 
também 

possam ouvir
os olhos dançar
e por fim 

os ouvidos possam
apenas amar 

o som pela pele
percorrer suas indefinições
em ternas nuances
para que não se desgaste
o tecido da minha miragem
já tão gasta 
de tanto adeus