segunda-feira, 23 de maio de 2011

Concha


(do sonho - por Luiza Maciel Nogueira)


gota de prata
e o som do mar
lua sobe sobe no céu
canta a concha
sob a nuca
sopra a memória
do seu lar
(sopro quente)

na pele
todo verso
é quase sopro
que toca
(em sol)

com o tempo
o som semente
amadurece
quem sabe
um dia
brote luz




9 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Seus poemas sempre me chegam à flor da pele... Sopram, aquecem, sacodem as ramagens...Belos, sempre!
Beijos,

Sandrio cândido. disse...

Um poema onde a esperança se inscreve na entrelinha
beijos

MIRZE disse...

Com uma imagem assim, o poema brotará
holofotes de luz!

Belissimo!

Beijos

Mirze

Suzana Martins disse...

Gotas de versos escorrem nas ondas de um mar que carrega luz em seus sopros de maresia...

Uma quase luz, um quase dia...

beijos

dade amorim disse...

Poemas sensoriais de Luíza. Lindo.

Beijo.

Jorge Pimenta disse...

as tuas palavras são pirómanas, luíza; ardem, queimam e consomem em incêndios de sensações. e as entranhas derretem sob o seu olhar.
invariavelmente belo!
beijo!

Ana disse...

que lindeza Lú! bj

Fabrício Brandão disse...

... e tudo é tanto o mistério. Quiçá o poema também o seja!

Beijos, Luiza!

Assis Freitas disse...

fiat lux,


beijo