Música!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Finitude



talvez em uma ocasião
em dia de sol ou luar
a pele possa 

apenas cantar
e sem distorcer a música
os lábios 
também 

possam ouvir
os olhos dançar
e por fim 

os ouvidos possam
apenas amar 

o som pela pele
percorrer suas indefinições
em ternas nuances
para que não se desgaste
o tecido da minha miragem
já tão gasta 
de tanto adeus





9 comentários:

Ana disse...

que lindo Lú. Não se desgaste não, se renove flor. Bjos

Suzana Martins disse...

A pele canta em versos o percorrer dos lábios que ficaram no adeus...

lindo...

Beijos

Sam disse...

uma inquietude
indefinida
me raspa os cílios todas as manhãs
nesse porque de ir e de ficar
pra guaradr entre os lábios
qualquer sopro de talvez.

Meu carinho, Luiza.
Samara Bassi

JP disse...

Adeuses que insistem em ficar. Bjs

Úrsula Avner disse...

Oi Luiza, seu estilo terno de poetizar associado a seus lindos e expressivos desenhos, fazem jus ao nome do blog... Bj com carinho.

Úrsula Avner disse...

Oi Luiza, seu estilo terno de poetizar associado a seus lindos e expressivos desenhos, fazem jus ao nome do blog... Bj com carinho.

Ribeiro Pedreira disse...

por mais adeus que se gesticule, os sentidos permanecerão vivos e íntegros para receberem novas mensagens.

Sônia Brandão disse...

É preciso renascer depois de cada despedida.
Belo poema e desenho.

bjs

Fred Caju disse...

Show! Mas confesso: prefiro que a música seja distorcida, de preferência por Hendrix!