terça-feira, 21 de junho de 2011

Bebida


(Visão por Luiza Maciel Nogueira)


a visão de meus olhos cansados
é tão embriagada que não vejo o que vi
distorção do céu e a árvore logo ali
sol sol sol, repito porque não há tanto sol
em parte alguma brilham os olhos
como bolas de ping pong: sobem e descem
vão para onde querem
invento luzes que não existem ali
talvez me aqueçam


4 comentários:

Lara Amaral disse...

A fruta que desprende
é a cor que pulsa
pela última vez
naquele tom.

Zélia Guardiano disse...

Sublime, minha querida Luiza, esse casamento de versos com imagem! Arte pura!
Postagem especial, amiga!
Beijos

Anônimo disse...

Luiza, parabens pela arte. As ilustrações estão lindas!

Beijo
Renato

Jorge Pimenta disse...

as luzes: há quem não as sinta, quem as não toque e quem as não queira ver. a todos esses apenas desejo que não deixem de as reinventar.
um abraço, amiga! versos a que não se fica indiferente, os teus!