segunda-feira, 27 de junho de 2011

Garça branca



nuvens esparsas
matizes no céu
e a sinfonia do vento
como seda na pele
tocam em sol
esvoaçam o verbo
garças planam
em círculos no azul
silêncio absoluto...
(aproximo os remos
da água)


vitórias régias 
(desabrocham)
me curvo diante do espelho
e meus olhos anoitecem
na sintonia do rio
musgos compõe
a minha face
de peixe frio



2 comentários:

Tatiana Moreira disse...

A natureza viva em seu poema é encantadora!
Tenha uma ótima semana!
Beijos com o meu carinho

Anônimo disse...

Lindo poema!
Vc captou muito bem a essencia da natureza. Pude me sentir no lago quando o li. Parabens!
Beijos
Renato