(Pequena - por Luiza Maciel Nogueira)
Debaixo da porta
tremem diante do nada
mal dizem os lábios
antes do dia nascer
ferem cometas
atiram na lua
(querem mais)
presos na noite
não trespassam
pontes
fincam os pés
como veneno
da terra
também já fui
raiz
sei ser mar
colho pedras
bebo veneno
para renascer
dissolvo pó
fora nada mais
despenca
minha fé no
(cheio-vazio)
mundo
(mudo)
Susto
rubra
feito contramão
avenida coberta
de sangue
bala perdida
no osso
()
ai vazio!
que não se preenche
nos entretantos
nem cicatriza
sua ferida
de tanto tanto
tempo
atrás...
(Fuga - por Luiza Maciel)
(sóis na língua
sopa de estrelas
peixes no céu)


8 comentários:
Bom liberar o que dói.
Este último desenho é interessantíssimo.
Beijo.
Adorei, Luiza. Poemas e desenhos são ótimos, e sempre é muito bom vir aqui.
Beijo grande.
Ai Luiza!
Vou acabar doida com seus desenhos.
Lindos! e os poemas mais ainda!
Beijos, lindona!
Mirze
(sóis na língua
sopa de estrelas
peixes no céu)
Se fosse do Arnaldo Baptista, não pensaria em outra coisa se não fosse ácido lisérgico.
esses rascunhos estão livres de correção: perfeição
beijo
Fred eu não preciso de ácido para alucinar como você pode ver...rsrs. bjs
oi Luiza,
estou passando por aqui e confesso que adorei, gostei e gosto dos seus desenhos, e estes pequenos versos então, nem sei o que dizer, uma verdadeira poeta. Eu também desenhos, e escrevo cronicas, porque eu não tenho muito talento pra poesia. um abraço querida e que a criatividade sempre se renove aqui!
Essa pequena me encantou.
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