I.Pimenta
ciclos regem a boca
carnuda
de passos largos
feito mistério
de pele em sopro
(sensação)
arde até o dente
II. Borboleta
céu
entre frestas de sol
asas e asas
sem chão
só água
III. Pingo
parte um pedaço
da minha inocência
sem lembranças : rubra
a palidez me encherga
branca
prefiro o silêncio
a qualquer
- desamor
11 comentários:
Oi! Estive por aqui! Bonita tua casa...beijo
Luiza,
Belo conjunto forma este poema e a ilustração que o acompanha. Parabens!!
Beijo
Renato
Luiza, versos belos
beijos
Muito lindo, flor!
E amei os haicais da última postagem, levam-nos a uma viagem gostosa.
Beijo.
LUIZA!
Versos de puríssima LUZ!
Beijos
Mirze
exótica, aromática e com as cores da vida esta tua postagem.
beijos, luíza!
Um olhar circundante, ainda e sempre, com deslumbramento...
Beijo :)
sentidamente belos!
" prefiro o silêncio
a qualquer desamor "
(esse verso me pegou)
beijo, lu-minosa.
os haicais de inverno me aqueceram, e os sem direção me deram rotas,
beijo
Esse inverno é mesmo inspirador...Tenho amado a voz molhada das flores depois da chuva e cada poema tão belo, como esses versos seus!
Lindo, lindo, lindo!!!
Lindos haicais.
Sem direção: pimenta, asas e asas sem chão,silêncio a qualquer desamor.
Muito bom.
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