terça-feira, 12 de julho de 2011
Tankas (ou quase)
I
ressoa o silêncio
no vôo das andorinhas
em círculos vão
atravessam nuvens cinzas
e pousam em qualquer ramo
II
ser feito magma
ainda no caminho
do broto da pedra
fragmento de ternura
não ultrapassa solidão
III
despir o nada
em oração minúscula
ver-te de novo
no sem tempo dos olhos
não perder-te nos traços
(das coisas)
IV
ser como rio
na fluidez das lágrimas
enquanto na sede
o sol deita seu corpo
na transparência da água
Assinar:
Postar comentários (Atom)

3 comentários:
O IV lembra a filosofia do Heraclito,gostei muito de todos,
abraços
Ótimos, Luiza.
"fragmento de ternura
não ultrapassa solidão"
Adorei isso.
Beijo.
Olá, Luiza!
Visitei teu blog e me encantei com tuas poesias.
Gostaria de convidá-la a participar de um projeto novo pela blogosfera que lancei esta semana.
Quem sabe terei o prazer de ler por lá uma de suas belas poesias!
bjs cariocas
http://wwwmeandyou-meandyou.blogspot.com/
Postar um comentário