terça-feira, 2 de agosto de 2011

Nasce um breve poema



o som do rio sob reflexo do sol
movimenta a transparência das águas,
as sombras dos remos umedecem a nudez
é fria ternura e os tempos tão breves
giram em torno da música nascente
pousa teu rosto no colo dos silêncios
das conchas do mar, do canto das aves,
e das terras que brotam signos


(escuta)

















(Poesia XV por Luiza Maciel Nogueira)




13 comentários:

Rafael Castellar das Neves disse...

Breve e muito bem feito, cheio de riquezas!

[]s

Anônimo disse...

Bom dia Luiza,

Lindo conjunto, a ilustração traz a fluência da poesia, como as aguas do rio seguindo o seu caminho, deslizando com suavidade pelos obstáculos de relevo...

Beijos,
Renato

Zélia Guardiano disse...

Lindíssimo, minha querida Luiza!
A maravilhosa ilustração em preto e branco deu ainda maior profundidade aos versos.
Que encanto esse casamento de palavras com imagem!
Beijos carinhosos, querida!

Celso Mendes disse...

da delicadeza dos versos, de uma breve e terna melancolia, brota o som das palavras que se casam com a bela gravura. Eu ouvi (e vi).

beijo.

Suzana Martins disse...

Pousa os teus ouvidos nas conchas das águas que reproduzem poemas de saudade...

Beijos

Ana disse...

Uma lindeza Lú e a série Poesia é boa demais

beijo

MIRZE disse...

Luiza!

Lindo de matar qualquer um que leia.

Imagem e poema chegam a soar.

Beijos, poetisa!

Mirze

Luiza Maciel Nogueira disse...

Fico feliz que toda essa gente bonita leu isso aqui! Obrigada queridos.

Beijo

Sandrio cândido. disse...

Descrição breve e singular no estilo que conquista os leitores teus
abraços

Sonhadora disse...

Minha querida

Quase se pode ouvir o murmurar das águas, na envolvência destas palavras.

Beijinho
Sonhadora

Lara Amaral disse...

Belo poema!
E desenho esplêndido, essa paisagem da forma que foi desenhada parece que se move, é muito lindo!

Sônia Brandão disse...

Delícia de desenho e de imagens poéticas.
Li,fechei os olhos e fiquei viajando nas suas imagens.
bjs

Cris de Souza disse...

na brevidade do poema a beleza se fixa na imagem.

outro beijo!