Música!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Polo

existem pássaros presos
na garganta
como resquícios de memórias
sem futuro nem passado


um esboço em fuga
em busca de alguém




10 comentários:

Lara Amaral disse...

Esse tanto que a garganta coça num assear de asas.

Ótimo poema, Luiza, e lindo desenho!

Beijo.

Wellington Bernardino Parreiras disse...

Olá, adorei Luiza ambos!

Bom, escrevi algo que brotou ao ler sua poesia, mas sei que nada tem a ver, mesmo assim deixo aqui pra que leia.

Uma lindo abraço! Bjos

Desterritorializ-a-ção


Lembranças tecem
Navalhas
Nas veias

Sentimentos soltos
Porém em porão
Desvelam

Velam

Falhas
Inesquecíveis

Ora
vitimizam...

Ora
Culpabilizam...

Pousam-se
Eu-outro


Alçam-se
Outro-eu

Entre máscaras
Fico de cara
Nu

Já não avisto o azul
Decaído céu

Mineirim das Gerais
17/08/2011
23:33

Batom e poesias disse...

Que fujam todos os pássaros engaiolados.
Muito bom!

bj
Rossana

Celso Mendes disse...

adorei! nem vou comentar, apenas dizer que senti bem aqui dentro...

beijo.

marlene edir severino disse...

Cheio de sentimentos esboçados, teu poema!

Sentido também aqui.

Um abraço!

Marlene

Luiza Maciel Nogueira disse...

Lara: Kd você hein? Ando com saudades dos teus poemas, do Teatro da Vida...saudades flor. Beijos.

Jorge Pimenta disse...

uma vez pássaro, sempre pássaro. e o desejo de voar é maior do que a mais sofisticada das gaiolas ou a mais ardilosa das mãos. sempre, num passado-futuro que assegura o presente. ou não fosse o traço um esquisso da fuga.
beijos, luíza!

dade amorim disse...

Amei esse poema, Luiza. É daqueles com que a gente se identifica, vai fundo.
Beijos.

Cris de Souza disse...

abra-te boca!

(até cocei a garganta)

lupuscanissignatus disse...

delicada

asa




*beijo*