(Poesia XVIII)
polpa de horizontes
um gole de céu
no fundo do mar
bebo chuva nos lábios
na tua boca solar
sorvo o mar
no aceno da paisagem
tuas mãos de árvore
abrigam pássaros
coloco no liquidificador
chuva, sol, céu, mar
Voilá! É a vida!

9 comentários:
a lua desapareceu no céu
( poema para fukushima III )
fio a fio
este tear entardece
as minhas unhas
na fria manhã
em meus (a)braços
a brisa se espuma
o desafio:
em cada palavra
suspenso o vôo
penso logo escrevo:
o que há dentro do olho
se o ocaso se esvai !?
indo entre nuvens
vai a garça branca
enfileirando luas
as rugas da lua
são caminhos tecidos
pela tranquilidade
a idade do tempo
é o pó que nos cobre -
feito um diamante
o dia em silêncio
arde onde ando só
a contraventos
a cor dar
à brisa da manhã
com teus olhos
e meus dedos
tateiam o céu
das tuas palavras
acho-me só
e aguardo o alvoroço
da goiabeira
na tarde-noite
o açoite do vento
me embala
e eu te abraço
Luiza, está muito bonito o seu blog.
Os poemas bem acabados, com imagens delicadas.
Um beijo.
Ah, e o seu livro está um primor. A Sônia e eu acabamos de vê-lo juntos, com grande prazer.
O José Carlos disse e eu confirmo: foi mesmo uma delícia ver o seu livro.
bjs
me temperou o paladar
me resfrescou
esse mergulho
Meu carinho, Lu.
Brandão e Sônia: que legal que viram o e-book, ele está em uma fase de construção ainda como podem observar. Quando tiver umas 100 páginas eu sossego e paro (rsrs). Obrigadíssima pelos comentários, fiquei muito feliz de saber que gostaram!
Beijos
Luiza
luíza,
e nem é preciso agitar demasiado. não vão os ingredientes perder o viço!
beijinho!
É bem assim, a vida!
Beijos, querida Luiza.
Gostei da batida do último haicai!
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