sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Indizível



riso claro tece a a noite
escorre em orvalho
vagamente nos lábios
teu apelo por seres vão
espada nua, sacio a rua
rota perdida inda ferida
franze a raiz como o fruto
gorgeia, balbucia, canta
morde bruscamente 
com ternura meu coração




5 comentários:

Celso Mendes disse...

quando algo é indizível, cantá-lo pode ser uma solução?

belíssimo, Luiza!

um beijo.

Suzana Martins disse...

uma mordida leve que aquece os lábios...

beijos

Sandrio cândido. disse...

E quase tudo que é importante é de certa forma indizível.

Ana disse...

Muito bonito Lú, um beijinho.

Assis Freitas disse...

essa coisa de fazer samba e amor, e umas rimas dissonantes



beijo