quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Prece de lento resgate

em pele ressoa o verso, pólen 
canta o dia seu som, tua voz 
sussurra a gota no cais, garoa 
gesta algo que se transforma 
exala o aroma, a aura, tempo 
prova o silêncio da palavra 
que não soube dizer 
e pelo não dito se encolhe 
resgata a força, a essência, 
o amor que por desamor 
já nem vive 
pois que fere já sem saber 
que morre




6 comentários:

Assis Freitas disse...

gestar as coisas, dar-lhes alento de verso: ora direis



beijo

Jorge Pimenta disse...

"pois que fere já sem saber
que morre"
haverá mágoa maior?
beijo!

Ana disse...

A tua máxima Lú quando ferimos alguém rea lmente morremos um bocado. Beijos

Luiza Maciel Nogueira disse...

Assis: alento e respirar poesia feito Assis :), beijo

Jorge: o grande mal da humanidade. beijos

Ana: morremos sempre, beijos

Henrique Rodrigues Soares disse...

Uma prece dolorosa, Luiza pedindo permissão para postar esse.

Bjos!

Luiza disse...

Poste onde quiser! Beijos