Música!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sopro tênue



teu sopro tênue sob o céu de outrora
flores sedentas de sol, 
sombras cintilantes na beira do rio
o som da inquietude das águas,
o vento acaricia a terra, as flores, 
as árvores, os pássaros, a grama, 
a pele, os olhos, o mar
em profundo respeito pela vida
o tempo faz-se inteiro
e tudo caminha conforme o rumo
as nuvens se abraçam em mutação
é frio e a pele entra em arrepio
pressente o ardor da manhã
o tempo passa de repente
em inesperados entretantos
é frio a pele entra em arrepio
mas o vigor de tudo me é audível


3 comentários:

MIRZE disse...

LINDO LUIZA!

"...mas o rigor de tudo me é audível"

O sopro já não se faz tão tênue!

Beijos

Mirze

Hosamis disse...

"o tempo passa de repente
em inesperados entretantos"

Passa e leva consigo o que traz.

Belíssimo desenho!

Beijos.

marlene edir severino disse...

Luiza,

O tempo faz-se inteiro, mesmo!

E não podemos sentí-lo pela metade: há que vivê-lo completo e intenso a cada segundo

Abraço, querida!

Marlene