Música!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Haicais da música em si





a orquestra do coração 
sussurra em palpitações 
sons transcedentais 

vibram notas 
sustenidos, bemóis, sóis 
repercutem na pele 

 a multidão que passa 
orquestra em complexidade 
todo som do mundo

no compasso do coração
a música confere vida
a cada batida




(Música, Notas na pele, Orquestras)



(Música, Notas na pele, Orquestras II)


(Música, Notas na pele, Orquestras III)


(Música, Notas na pele, Orquestras IV)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Poema sem título



Já não toco a porta
de quem não me quer dentro.

Já não caio em armadilhas
de lembranças sem perfume.

Eu não! Prefiro as nuvens
que o tempo leva...

Prefiro o gosto inventado
dos pássaros em seus vôos...

Não vês que eu já fui há tempos?
cansei, sorvo apenas gotas de sonhos...

Me deixa em paz!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Lá em belos prados

Estive nesse lindo espaço da Mirze que adoro, leiam o poema aqui: http://wwwmeulampejo.blogspot.com/2011/10/das-lagrimas-que-falam.html#links




como também no Projeto PontuAção junto a crianças maravilhosas da professora Vanessahttp://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/26/pontuacao-em-vidraguas-para-encerrar-estrelada-a-noite/





Um poema sobre aquela Nuvem



Aquela nuvem 
me observava atenta 
se pudesse me lia 
e dizia de toda minha transparência 

Aquela nuvem 
até sorriu para mim 
me disse em fragrância de jasmins 
e no sem tempo ela se movia 
beijava minha eternidade 
as coisas por vezes beijam nossa eternidade 
como as folhas que agora ressoam lá fora 
e que também moram cá dentro



Um poema sobre aquela Nuvem II


As nuvens andam tagarelas
conversam comigo
ouço suas estórias
elas também cantam e tocam
em acordes maiores
as mais belas canções
e me contam piadas
e me dizem de suas estradas
que nuvens também caminham
pela sina do azul do céu
e quando se vão
me brota uma saudade
daquela nuvem

o pássaro agora canta
sob o poste da avenida
já agora surge uma nuvem
colorida de cinza
e aos poucos me despeço
que ela vai e dança
com brisa, com o tempo
hoje criei um afeto
por nuvens
as magrelas, as gordinhas,
as quase nuvens e os quase ventos
hoje o céu me fisga

E tu dirias, se visses
que em meus olhos
tem um país só de nuvens
a bailar sob o céu
das minhas retinas
e eu sorriria para ti
um riso lento
cheio de saudade


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A menina das lágrimas

(Pequena III)


a menina que segura lágrimas
verte água em luz, transforma-se em águia
deixa a gota cair e cuida para o sentimento fluir

a menina que segura lágrimas
sabe que a lágrima
um dia pode ser passarinho
a menina invisível que segura lágrimas
faz-se de sombra para enxergar a luz
brinca de esconde-esconde
e de repente se encontra

a menina das lágrimas
tem um pote de gotas d´agua
e quando a lágrima amadurece,
encontra seu repouso sob o céu,
quando chega a hora a menina abre a caixinha
e liberta a multidão dos pássaros
cada qual voa para um lugar diferente
ela tem saudade, mas saudade é uma coisa boa
que lembra que a gente ama alguém
e tem lembranças boas desse encontro
em outra caixinha que compõe a nossa vida

depois a menina das lágrimas 
cessa seu choro e diz
que é preciso voar alto e longe,
colher lágrimas com sorrisos
e cuidar do tempo de cada lágrima,
da música de cada gota
e principalmente do sonho
em cada esperança

poema para Manoel de Barros
que me ensina a sonhar mais alto


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Poema de entrega ou Prece para ser levado ao lar

(Cortinas e bailarina - por Luiza Maciel)


insinuo o passo, curva sinuosa
cabelos ao relento no quase beijo
rodopio em fragrância, desatino 
é corpo de mar em onda

Sóis nas notas da pele
em dança o timbre da luz
percorre ternamente nos olhos
nos contrastes das sombras
embriago a pele

reluz o encontro
em lento desatino
me entrego em deleite

me leva onde a música mora
me leva...



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Haicais do despertar da semente



matizes de nuvens ao vento 
as plantações das margaridas 
e o mundo em movimento 

 a terra abraça as sementes 
gesta a vida, brotam flores 
 contra o céu azul 

pela semente vela 
cada grão de terra 
 e cada gota de chuva 

cada flor, pólem 
em rastros de pó e vendavais
são antes brotos de luz



Assis Freitas:
"quando desperta
a semente avisa
que o solo mina"

Um poema para ti*

(Casal - Luiza Maciel)




qual o teor da verdade 
dos teus lábios? 

o que diz o silêncio 
da tua pele? 

 como cantam os vendavais 
da tua história? 

 nem mesmo tu sabes... 

mas ao menos sentes 
teu coração?




*O "ti" aqui, nesse caso se refere a todos que lerem e a ninguém em específicidade. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Brilho ínfimo



recheio de absurdos 
com cobertura de sonhos 
o aroma do paraíso 

 tens uma galáxia na garganta, 
 milhares de universos parem
em beijos, explosões, asteróides, cometas 
é o caos em ânsia de equilíbro
a espera do nascimento da próxima estrela
como a semente que brota, cresce
expande e multiplica em diversas sementes

faíscas brilham nos olhos teus
dentro de cada esperança 
palpita o coração por ti 




(com um ínfimo pedaço de terra 
se constrói o infinito 
só pelas pontas dos dedos)