quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Um poema sobre aquela Nuvem



Aquela nuvem 
me observava atenta 
se pudesse me lia 
e dizia de toda minha transparência 

Aquela nuvem 
até sorriu para mim 
me disse em fragrância de jasmins 
e no sem tempo ela se movia 
beijava minha eternidade 
as coisas por vezes beijam nossa eternidade 
como as folhas que agora ressoam lá fora 
e que também moram cá dentro



Um poema sobre aquela Nuvem II


As nuvens andam tagarelas
conversam comigo
ouço suas estórias
elas também cantam e tocam
em acordes maiores
as mais belas canções
e me contam piadas
e me dizem de suas estradas
que nuvens também caminham
pela sina do azul do céu
e quando se vão
me brota uma saudade
daquela nuvem

o pássaro agora canta
sob o poste da avenida
já agora surge uma nuvem
colorida de cinza
e aos poucos me despeço
que ela vai e dança
com brisa, com o tempo
hoje criei um afeto
por nuvens
as magrelas, as gordinhas,
as quase nuvens e os quase ventos
hoje o céu me fisga

E tu dirias, se visses
que em meus olhos
tem um país só de nuvens
a bailar sob o céu
das minhas retinas
e eu sorriria para ti
um riso lento
cheio de saudade


5 comentários:

Lara Amaral disse...

Que desenho mais lindo!
Pelo jeito, seus olhos estão mesmo guardando uma terra só de nuvens, com desenhos soprados pelo vento.

Beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Lara! Estive mesmo pensando em você hoje...sabe porque? desenhei uma mulher azul escura e lembrei de você, só faltou o toque do laranja :)!

Saudades menina!

Beijo

Jorge Pimenta disse...

sempre preferi a nuvem ao sol. talvez por lhe adivinhar a matéria de que se reveste, talvez por lhe sentir o riso lento ou pressentir o aroma da saudade.
as tuas nuvens têm uma cor que povoa, querida amiga!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Jorge! eu gosto de tudo, nuvem, sol, chuva - acho que sou tão exagerada nesse negócio de gostar. Obrigada querido. Beijos

MIRZE disse...

LUIZA!

As nuvens e notas te enchem de pura beleza. Adoro a sonoridade dos teus versos

Beijos

Mirze