Música!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Da palavra que se constrói







Os jasmins, lírios,  
ou até flores da violência 
que hoje regas
um dia crescerão sob o céu
claro ou escuro
crescerão um dia
revelando seu perfume
sob as mãos, nas narinas


e até o que inspiras
dizem que é escolha:
tua










terça-feira, 29 de novembro de 2011

Poema fu****




aparece um anseio da flor

no canto da pétala que jamais olho

preferia fechar a pálpebra
para aliviar a dor

nunca ouviste, estranho
construí uma peça com roteiro
desenho na memória
e quem era o culpado 
morreu!

Restaram os cúmplices,
Eu!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Rio negro


(Arte de Marcantonio Costa - Melancolia)


 um risco nos olhos
com reminiscências 
a lágrima quase cai
discretamente
em cada reta
rio negro sem perdão
escurece meus olhos
mar escuro sem fim


*

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Haicais de pássaros de música




glória de pássaros
bagunça a escuridão
em notas luzidias

sonoros entretantos
adivinham a senda
um beijo nos teus olhos

sons percorrem a noite
no céu da pauta 
a música na asa



*

Estou também junto com MIRZE em:

*

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sina



um som 
sob as retinas 
peço ao Sol:
ilumina a partitura 
e faça da ternura 
como meu clima 

que é de espera 
a minha sina



*

Poema sobre interrogações e o enigma homem

I.
O que dizer do silêncio fosco,
do destino cravado aos olhos,
de um grilo noturno sem voz.
Noite sem manto, cega a sina
caos arrojado ao peito.
O que dizer da lança nos lábios
se o canto dos pássaros
não encerra sua poesia,
o que dizer da travessia?

II.
Dizem as paredes 
que a resposta é mínima... 
saberão elas do enigma? 
 no pulsar infinito tremem as portas 
 rangem sobre os cílios 
sussurram sobre o homem: 
- Mais do que temporal, 
você é o Caos!

II.
toda verdade será condenada
à mentira de quem escuta?


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Síncope


(Dona Música - por Luiza Maciel)


Todo ser tem um som
 e exala sua música...



toda música tem seu ser
todo ser dura um instante


que a cada instante 
se inova


em contratempo
o caos alimenta espaços


talvez conceda transmutações
salto quântico!





sábado, 12 de novembro de 2011

A flor e o rio


(Rosa do peito - por Luiza Maciel)


a flor e o rio
o rio e a flor
na história do peito
o rio molha a flor
a flor se afoga no rio




*

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Prece para alargar horizontes mínimos


que o tempo não deixe pó no teu caminho 
e limpe os olhos do cansaço 
deixe apenas uma gota leve e branda 
para sonhar dentro de uma lágrima 
a imperfeição de um sorriso imenso
assim, nada é o que parece
tudo é tanto